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Jeremias bebeu mesmo com o cão? Canal imagina a história por trás de memes

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História de Jeremias, que virou meme, ganha curta-metragem no YouTube Imagem: Divulgação

Tiago Dias

Do UOL, em São Paulo

A pauta é memes brasileiros. Onde vivem? Como se alimentam? E como estão hoje os personagens que somaram milhões de visualizações, ganharam versões funk e se tornaram nacionalmente conhecidos? A resposta não está no "Globo Repórter" e muito menos pretende ser fiel aos fatos.

Recém-chegado no YouTube, o canal Origem dos Memes tem produzido curtas sobre o universo desses ilustres desconhecidos, que ganharam fama em reportagens pitorescas na TV e foram revelados em uma época em que a plataforma ainda era movida à manivela.

Reprodução
Jeremias Muito Louco: Um dos primeiros memes a viralizar em 2005 Imagem: Reprodução
Foi assim com Jeremias Muito Louco, como ficou conhecido o pernambucano detido após dirigir completamente embriagado.

Com a camiseta do Linkin Park, a boca mole e a percepção confusa, o rapaz foi entrevistado por uma emissora local e soltou a pérola etílica ao explicar como chegou àquela situação: “O cão foi quem butô pra nóiz bebê”. Batizado com a frase célebre, o curta-metragem imagina como o estrago foi causado: uma dose batizada com álcool de posto.

O que se passa no vídeo é meramente ficcional. Ou não. Em estado de delírio, o personagem comprova que esteve sim no inferno e que lá tem open bar. “Todos esses personagens são surreais, têm suas particularidades”, conta João Gabriel Kowalski, o diretor por trás da produção. “As entrevistas que tornaram essas pessoas famosas são absurdas por si só. A vida real realmente é mais absurda que a ficção”.

Absurdo da vida real

O publicitário de 26 anos conta que, como qualquer outra pessoa de sua idade, costumava conversar com os amigos da faculdade usando o rico e vasto dialeto dos memes dessa época, em especial o de “Morre Diabo”, outro suspeito em estado alterado que grita com a equipe da TV impropérios como: "Não interessa pra você palhaço" e "Quero que você se f*da, seu filho duma p*ta!"

Kowalski achou que estava vendo coisas quando avistou, durante um trabalho, um técnico de som com a cara do personagem. Teve então um clique na cabeça: “As pessoas extraem histórias de músicas, fatos jornalísticos, vi que abordar esses personagens seria um gancho popular”, conta.

Com o pretexto de participar de um concurso, criou uma ficção em torno do personagem. Sem brecha para o humor, “Morre Diabo” é um filme sombrio e pesado, mas que conquistou admiradores e cliques. “A ideia não é ridicularizar, nem fazer pastelão, mas é dar um ar diferente das esquetes de comédia”, explica o diretor. “A história não é baseada em fatos reais e só levamos em consideração o que personagem diz no próprio vídeo”.

Com direção de arte e fotografias caprichadas -- e efeitos especiais feitos por um amigo em um fim de semana --, os curtas foram produzidos a toque de caixa. “O Cão foi Quem Butô pra Nóiz Bebê”, o segundo curta, saiu por R$ 16 mil. Sem publicidade, o vídeo ganhou mais de 30 mil visualizações em pouco menos de um mês e deu a certeza aos produtores do canal: Os memes são eternos. “Eles geram outros tipos de conteúdos, viram jogo de videogame, funk. Ajudam a compreender o absurdo da vida real”, acredita o diretor.

Três histórias da internet que merecem um curta:

Reprodução
Imagem: Reprodução
Felipe Smith

O jovem fez a diversão de toda a internet ao delirar após tomar uma dose de LSD em uma festa. Levado ao hospital, foi alvo dos enfermeiros que gravaram as viagens do rapaz deitado na maca. Kowalski diz que já entrou em contato com o protagonista do meme. “Quero ver se ele topa participar de um curta”.

 

Reproduēćo
Imagem: Reproduēćo
Bêbada de Curitiba

O caso da curitibana que foi do riso ao choro ao ser parada em uma blitz rendeu uma matéria de TV com quase 10 minutos e já tem uma primeira versão do roteiro pronta para o canal.

 

 

 

Reprodução/TV Globo
Imagem: Reprodução/TV Globo
Menino do Acre

O caso é de polícia, mas Kowalski não resistiu à ideia de um dia produzir um filme sobre o “Menino do Acre”, que desapareceu depois de deixar uma misteriosa obra cifrada em seu quarto. “Criaram até um jogo online em cima dessa história. É algo real e sério, teríamos que fazer com muito cuidado, mas virou praticamente um meme que todo mundo acompanha”.

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