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"Modern Family" à brasileira, sitcom "Prata da Casa" estreia na Fox

Maurício (Diogo Vilela), Hercília (Françoise Forton) e Sérgio Henrique (Rodrigo Pandolfo) em cena de "Prata da Casa" - Divulgação
Maurício (Diogo Vilela), Hercília (Françoise Forton) e Sérgio Henrique (Rodrigo Pandolfo) em cena de "Prata da Casa" Imagem: Divulgação

Giselle de Almeida

Do UOL, no Rio

10/05/2017 04h00

Sorte no jogo, azar no amor, na vida financeira, no ambiente familiar... A medalha de prata no salto com vara nas Olimpíadas de Sidney parece ter sido o auge das conquistas de Sérgio Henrique (Rodrigo Pandolfo), protagonista de "Prata da Casa", primeira sitcom brasileira da Fox, que estreia nesta quarta-feira (10), às 21h30.

Após flagrar a traição da mulher, ele se muda de volta para a casa dos pais, em São Paulo, e atrapalha os planos de Maurício (Diogo Vilela) e Hercília (Françoise Forton), que decidem adiar a separação para ficar com seus respectivos amantes, Viviane (Flávia Garrafa) e Isidoro (Pedro Paulo Rangel).

Criada e dirigida por André Pellenz ("Minha Mãe é uma Peça"), a atração tem inspiração declarada em "Modern Family" e "Arrested Development", que também giram em torno das disfunções e conflitos gerados entre parentes.

"Comédia no Brasil sempre foi um gênero muito afeito à audiência. Agora a gente tem dois canais novos premium, e para esses em geral produzo drama. Para o canal básico, a gente acredita que a comédia tenha o potencial de uma audiência mais abrangente, mais familiar. Essa série é uma comédia de costumes e até polêmica, tem alguns temas bem interessantes. Tem drogas, sexo o tempo, tecnologia, traição...  Mas a gente supõe que vá agradar mãe, filho e avô", aposta Zico Góes, diretor de conteúdo do canal.

Por coincidência, Pandolfo, 32, viveu recentemente uma situação bastante parecida com a de Sérgio: voltou a morar com a mãe, Lúcia, e a irmã, Luciana, em São Paulo, depois de uma temporada de 15 anos vivendo sozinho no Rio.

"Mas reagimos de maneira muito distintas. Ele esconde das mulheres que voltou a morar com os pais, tem um pouco de vergonha. Eu não tenho o menor problema. Minha mãe é supermoderna, a gente se adora e tem uma relação ótima. Ela é jovem, uma grande parceira. Os pais do Sérgio Henrique, de alguma forma, têm uma caretice: querem netos, querem que o filho case logo. Eu não tenho isso em casa. Minha mãe é separada, tem a cabeça aberta. É quase uma irmã mais velha", compara.

Sérgio Henrique (Rodrigo Pandolfo) consegue emprego numa academia em "Prata da Casa" - Divulgação - Divulgação
O ex-medalhista consegue emprego numa academia
Imagem: Divulgação

Problema no casamento é um mal de que Françoise Forton não sofre, ela diz. Mas a atriz se vê em Hercília, também mãe de Tatiana (Elisa Volpato) e Caio (Wagner Santisteban), em alguns aspectos.

"Eu tenho essa coisa mãezona. Falando isoladamente, a gente pode achar que é uma mulher que só pensa nela, que acha um saco ter sido atrapalhada. Não. Ela ama os filhos, cada um é louco num lugar. A família é muito importante para ela", explica.

Depois de alguma relutância (e com segundas intenções), Sérgio busca apoio para enfrentar a nova fase nas sessões com a psicanalista Priscila (Marina Palha) e consegue um emprego na academia do amigo Dico (Vitor Sarro). Este, aliás, vira seu parceiro perfeito para suas conquistas em sua nova realidade de solteiro.

A cada episódio, o ex-medalhista se interessa por uma mulher diferente - participações especiais de Tânia Khalil, Mel Lisboa, Fernanda Nobre, Marisol Ribeiro, Cacau Melo, Tuti Muller e Rita Cadilac.

"Tem um quê de vida real, não só de situações risíveis o tempo inteiro. Existe uma identificação com o personagem, que pode existir em qualquer esquina. É um menino que tem suas fragilidades, é um anti-herói, romântico, um apaixonado incondicional por todas as meninas com que ele se envolve. E, por mais que se envolva com todas essas mulheres, ele não é um garanhão. Muito pelo contrário. As fragilidades dele o tempo todo estão vindo à tona", afirma Pandolfo.

Mesmo com tantas fragilidades, o protagonista é capaz de enxergar as dificuldades dos "coroas adolescentes", segundo Diogo Vilela. "Nosso filho é mais maduro que a gente. Ele é capaz de se colocar no nosso lugar e entender o que a gente passa", diz.