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Como Bruno Gagliasso e Marina Ruy Barbosa se preparam para uma cena de sexo

Marina Ruy Barbosa e Bruno Gagliasso em cena do romance "Todas as Canções de Amor" - Divulgação
Marina Ruy Barbosa e Bruno Gagliasso em cena do romance "Todas as Canções de Amor" Imagem: Divulgação

Renata Nogueira

Do UOL, em São Paulo

09/08/2017 04h00

A cama está posta e à espera de dois dos atores mais desejados da nova geração. Em uma questão de minutos, Bruno Gagliasso e Marina Ruy Barbosa vão se deitar sobre os lençóis brancos e o edredom cinza. Lá, eles serão Ana e Chico, recém-casados que acabam de se mudar para um apartamento em que vão descobrir as dores e as delícias da convivência diária embalados por uma trilha sonora de hits nacionais e internacionais com curadoria de Maria Gadú.

A cena de sexo que está prestes a acontecer faz parte do romance musical "Todas as Canções de Amor". Comparado a “La La Land” pelos distribuidores, o filme nacional é o primeiro trabalho em que Bruno e Marina vão contracenar juntos, apesar dos anos de convivência e amizade entre os atores cariocas e uma recente parceria na publicidade como embaixadores de uma marca de carros.

Escolhida pelo frescor no cinema (até então ela só tinha aparecido em "Xuxa e o Tesouro da Cidade Perdida", aos 9 anos), Marina Ruy Barbosa comemora que seu primeiro par romântico na telona seja alguém com quem ela já convivia. "Me apaixonei por esse filme que é uma poesia e junto com o Bruninho. Uma parceria quando você já tem intimidade, já tem carinho pela pessoa fica mais fácil. A gente passa muito tempo aqui gravando, grava até de madrugada, então tem que ter uma afinidade mesmo com quem você está trabalhando para dar certo", explica.

Reproduzido nos mínimos detalhes dentro de um estúdio fechado na zona oeste de São Paulo, o apartamento que será a segunda casa deles durante um mês realmente existe e fica em um dos edifícios do centro da capital paulista projetados por Oscar Niemeyer na década de 50. Para gravar a cena mais quente do filme, a sala do apartamento do edifício Eiffel perdeu metade de seu espaço para dar lugar ao quarto do casal. A janela enorme reproduz a beleza do amanhecer na capital paulista. É LED.

O painel de LED que reproduz com perfeição a vista panorâmica do centro de São Paulo foi uma estratégia da diretora Joana Mariani para garantir a luz adequada em cada cena do seu primeiro longa. O roteiro exige que cada um dos dois casais do filme [Julio Andrade e Luiza Mariani completam o elenco como Daniel e Clarisse] tenha sua luz própria, e ela vem do amanhecer e do entardecer alaranjado do inverno paulistano. É a primeira vez que uma tecnologia desse tipo é usada no cinema nacional.

O amanhecer empresta sua luz para a relação dos apaixonados Ana e Chico, que descobrem uma fita K7 e um aparelho de som três em um empoeirado que vai reproduzir a trilha sonora dos já separados Daniel e Clarisse. A partir daí, Ana conhece outra realidade do amor e passa a questionar sua própria relação com Chico. "Todas as Canções de Amor" deve chegar aos cinemas no primeiro semestre de 2018.

Ação

Marina Ruy - Divulgação - Divulgação
Marina Ruy Barbosa e Bruno Gagliasso em cena do romance "Todas as Canções de Amor"
Imagem: Divulgação

Corta. Terça-feira, 1º de agosto, 16h. Marina Ruy Barbosa veste um macaquinho de tecido leve. Descalça, praticamente de cara limpa, cabelos presos num coque despojado. O visual cru realça o frescor de seus 22 anos. Ela está pronta para começar a gravar e come um iogurte enquanto espera o parceiro ser maquiado em outra sala.

Para virar Chico, Bruno Gagliasso precisa esconder suas tatuagens. São dezenas espalhadas por todo o corpo, trabalho extra para a maquiagem. "Pronto?", cobra uma das assistentes de direção abrindo a porta do camarim. A bundinha de fora é sinal de que a equipe ainda precisa de alguns minutos.

O clima de descontração começa a ganhar certa tensão com a possibilidade de atraso daquela que será a primeira das quatro cenas do dia. O que dura minutos, às vezes até segundos no produto final, leva horas para ser gravado com perfeição. Para entrar no clima mais próximo do proposto pela diretora, os atores usam um micro ponto dentro do ouvido onde escutam a canção que será tocada naquele exato momento do filme.

Assim como o painel de LED, o ponto também foi trazido do exterior para que as músicas não precisassem ser reproduzidas em estúdio, o que atrapalharia a captação de som nas falas dos atores. Algumas delas mesclam trechos das músicas que embalam o filme. A trilha sonora vai de Gilberto Gil a Velvet Underground, passando por Cazuza, Cartola, Marisa Monte, Lulu Santos, Chico Buarque.

A espera acaba e Bruno sai feito um furacão da maquiagem. Só de samba canção, ele canta e dança o hit do momento, "Despacito", e cumprimenta todo mundo que se aperta nos corredores. Para um minutinho para falar com a reportagem. É levado ao estúdio.

"Você está amarelo", comenta a diretora sobre as camadas de maquiagem para cobrir as tatuagens. Outra pausa para fazer algumas fotos. Veste a camisa. O casal de protagonistas encosta na cama e posa abraçado. Menos de cinco minutos depois o equipamento do fotógrafo é tirado às pressas de dentro do quarto junto com as pessoas que não são essenciais à cena.

"Todo mundo que não precisa estar aqui pode ir dar um passeiozinho no bosque", grita o diretor de produção em tom de brincadeira. A partir daquele momento só os câmeras, os atores e a diretora vão testemunhar a primeira cena de amor entre Marina Ruy Barbosa e Bruno Gagliasso. Ou melhor, Ana e Chico.