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Filmes e séries

Morre aos 91 anos o ator e comediante Jerry Lewis

Do UOL, em São Paulo*

20/08/2017 15h11

Morreu neste domingo (20) aos 91 anos o ator e comediante Jerry Lewis. Lewis sofreu por muitos anos com várias doenças, incluindo ataques cardíacos, problemas pulmonares e dor crônica nas costas. Segundo o colunista John Katsilometes, do "Las Vegas Review-Journal", o ator morreu às 9h15 em sua casa, em Las Vegas, de "causas naturais" e "ao lado da família". A notícia foi posteriormente confirmada por veículos como "Variety" e "Hollywood Reporter".

O ator e comediante ficou famoso na década de 1950 como um artista de clubes de comédia, na televisão e no cinema, estrelando mais de 45 filmes em uma carreira que abrange cinco décadas. Entre seus filmes mais famosos estão "O Professor Aloprado", de 1963, "O Rei da Comédia", de 1982 e "O Mensageiro Trapalhão", de 1960.

Uma aparição na comédia nacional "Até Que a Sorte Nos Separe 2" foi um dos últimos trabalhos do comediante no cinema, em 2013. Depois, ele ainda apareceu no filme "A Sacada" (2016), com Nicolas Cage.

Astros e estrelas de Hollywood, assim como atores brasileiros, prestaram lamentaram a morte do mestre do humor. "Jerry foi um pioneiro na comédia e no cinema. Foi um amigo. Tive a sorte de tê-lo encontrado algumas vezes nos últimos anos. Mesmo aos 91, ele não perdia uma. Vai fazer falta", disse Robert De Niro em um comunicado. 

Os problemas de saúde enfrentados pelo comediante nas últimas décadas incluem uma cirurgia no coração, em 1983, outra para remoção de um câncer de próstata, em 1992, uma internação para se livrar da dependência de medicamentos em 2003, um ataque do coração em 2006 e uma doença pulmonar crônica, cujo doloroso tratamento ao longo dos anos provocou uma paralisia parcial em seu rosto.

Lewis também esteve intimamente associado ao Telethon, que apresentou anualmente no feriado americano do Dia do Trabalho para arrecadar fundos para a Associação de Distrofia Muscular, de 1955 a 2011, quando se aposentou. Os esforços no combate à doença, que arrecadaram cerca de US$ 2,5 bilhões, valeram ao comediante uma indicação ao Prêmio Nobel da Paz, em 1977. 

Campeão de bilheterias

Após uma rumorosa separação do parceiro Dean Martin nos anos 50, Lewis seguiu sua trajetória de sucesso nos cinemas, atingindo muitas vezes o topo das bilheterias americanas nos anos 60 com comédias clássicas como "O Mensageiro Trapalhão" e "O Professor Aloprado". Maior estrela dos estúdios Paramount, ele tinha uma rara liberdade criativa para fazer os filmes que queria.

Extremamente popular na Europa, especialmente na França, Lewis ganhou prêmios de "melhor diretor" oito vezes no continente, incluindo três na França e uma na Bélgica, Itália, Alemanha, Holanda e Espanha. Os críticos e cineastas da nouvelle vague, como François Truffaut e Jean-Luc Godard, estimularam sua popularidade na França, onde ele se tornou conhecido como "Le Roi du Crazy" (o rei da loucura).

Filho de artistas profissionais, Lewis nasceu Joseph Levitch em 16 de março de 1926, em Newark, Nova Jersey. Sua mãe tocava piano, e o pai era um arranjador musical. Lewis fez sua estréia aos 5 anos em um hotel em Borscht Belt, o lendário bairro do show-business de New York,  cantando "Brother, Can you Spare a Dime?" Ele deixou o ensino médio, trabalhando como garçom de teatros, enquanto desenvolvia seu talento para a comédia, imitando fonogramas de seus ídolos.

Lewis conheceu sua primeira esposa, a cantora Patti Palmer quando tinha 18 anos, e os dois se casaram dez dias depois. Durante seu casamento, que durou de 1944 a 1982, eles tiveram cinco filhos e adotaram outro. Seu caçula, Joseph, tornou-se um dependente de drogas e cometeu suicídio em 2009, aos 45 anos.

Lewis se casou com sua segunda esposa, SanDee Pitnick, em 1983. Eles adotaram uma filha, Danielle.

Uma das últimas aparições do comediante foi uma "não entrevista" ao repórter Andy Lewis, do "Hollywood Reporter", que viralizou na internet. No vídeo, intitulado "Assista à mais dolorosa e estranha entrevista de 2016: 7 minutos com Jerry Lewis", o comediante se mostra mal-humorado e responde monossilabicamente a todas as tentativas de pergunta do repórter.

*com informações de agências