Filmes e séries

Do aspira de "Tropa de Elite" ao cinema latino: Por onde anda André Ramiro

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André Ramiro em cena da série "Pacto de Sangue", do canal Space Imagem: Divulgação

Natalia Engler

Do UOL, em São Paulo

13/09/2017 04h00

Dez anos depois de “Tropa de Elite” (2007), André Ramiro não é mais um “aspira”, e nem estamos falando de ter sido promovido a comandante do Bope em “Tropa 2”. Desde que o filme de José Padilha o tornou conhecido do público como o aspirante a oficial do Bope André Mathias, o ator carioca de 36 anos tem procurado tirar o máximo proveito da visibilidade e, se você acha que ele andava sumido, é porque não estava prestando atenção.

Depois de “Tropa”, ele emendou um trabalho na Globo (“Casos e Acasos”, 2008) e outras cinco produções na Record --”A Lei e o Crime” (2009), “Vidas em Jogo” (2011), “Pecado Mortal” (2013), “Plano Alto” (2014) e “A Terra Prometida” (2016). Desde então, no entanto, vem mirando seus esforços novamente no cinema e em séries da TV paga.

Carreira internacional

Nas telonas, lançou sua carreira internacional ao participar do filme argentino "Las Ineses" (2015), dirigido por Pablo José Meza. Antes, já havia atuado na produção venezuelana "Patas Arribas" (2009).

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Cena de "Tropa de Elite" (2007) Imagem: Divulgação

“O 'Tropa de Elite' me abriu portas internacionais”, conta Ramiro ao UOL. “Foi um filme bem divulgado, inclusive nos Estados Unidos, em toda a América Latina, na Europa, recebi esse feedback de muita gente. E a partir da divulgação do filme internacionalmente, eu recebi convites para fazer esses trabalhos aqui na América Latina, além de ter trabalhado também com o Stephen Daldry quando ele veio filmar 'Trash' no Rio de Janeiro”, lembra. “Tô começando por aí. Tenho pretensões também de fazer filmes em Los Angeles, mas estou começando inicialmente pela América Latina”.

No meio tempo, Ramiro filmou duas séries, ainda inéditas, e voltou ao cinema nacional. Em “Pacto de Sangue”, que o canal Space deve levar ao ar em 2018, o ator é um policial que investiga sequestros e rituais satânicos praticados por uma seita no meio da floresta. O elenco é completado por nomes como Guilherme Fontes e Mel Lisboa.

O fato de voltar a interpretar um policial, como seu papel mais marcante até hoje, não incomoda Ramiro. “É óbvio que, por ter feito um papel em um filme de grande sucesso, as pessoas acabam estereotipando um pouco, mas isso é porque o público criou um carinho muito grande pelo personagem”, acredita. “Embora eu seja bastante chamado para fazer policiais, eu sempre filtro um pouco e me coloco juntos às produções dizendo que gostaria de experimentar um novo registro”.

Há dois meses, Ramiro se mudou temporariamente para São Paulo para fazer outra série, “Rio Heroes”, produção da Fox também prevista para 2018. “É uma série que conta a história de lutadores de um evento de vale-tudo clandestino que acontecia ali em Osasco”, conta ele, que forma a trinca de atletas, ao lado de Murilo Rosa e Duda Nagle.

Ramiro em cena de "Libertos"

O ator também passou um mês na Amazônia para rodar “Libertos”, que ele define como um “filme cristão, mas nada catequisador”. “Meu personagem é o Emanuel, um médico que cuida de índios na Amazônia, e uma gangue o sequestra nessa aldeia e leva para um cativeiro onde eles engravidam as mulheres e vendem as crianças. Num determinado momento ele decide que vai libertar aquelas mulheres”, revela. “Considero que até então foi o personagem da minha vida, foi um personagem que me afetou muito positivamente”, diz ele, sobre o filme que deve ser lançado na Páscoa de 2018 e que foi produzido pela Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Música e teatro

Ramiro agora quer voltar ao Rio para se dedicar um pouco à família, investir em workshops de interpretação que vem ministrando junto com amigos, e também tocar dois outros projetos: um monólogo teatral e um novo disco --antes de ser ator, ele começou como rapper, e chegou a lançar um disco em 2012.

“Eu tenho muita gratidão pelo hip-hop, porque foi o rap que me jogou na cena. Era onde eu conseguia me expressar artisticamente e me deu a oportunidade de conhecer muita gente, como o João Velho, filho da Cissa Guimarães e do Paulo César Pereio, que foi quem deu meu telefone para a produção do 'Tropa de Elite'. A partir daí eu ganhei essa profissão”, relembra ele, que diz já estar começando a compor novas músicas para tentar lançar o disco no ano que vem.

Sobre o monólogo, ele não revela muito. Adianta apenas que o argumento é de sua autoria e que a dramaturga Renata Mizrahi está escrevendo o texto. “Não sei se seria sábio falar sobre isso agora, quero contar com o elemento surpresa”.

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