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Aos 13, Portman recebeu carta com fantasia de estupro: "Terrorismo sexual"

Chelsea Guglielmino/Getty Images
Natalie Portman discursa na Marcha das Mulheres, em Los Angeles Imagem: Chelsea Guglielmino/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

22/01/2018 11h50

Natalie Portman falou abertamente sobre sua experiência de crescer em Hollywood e contou sobre o assédio que sofreu por parte da mídia e do público enquanto ainda era adolescente, no que descreveu como um ambiente de “terrorismo sexual”.

Durante a Marcha das Mulheres, no último fim de semana, a atriz recordou o assédio que sofreu logo que foi lançado seu primeiro filme, “O Profissional”. Na época, ela tinha apenas 13 anos. “Eu abri, empolgada, a minha primeira carta de fã, e li uma fantasia de estupro que um homem havia escrito para mim”, contou.

O assédio continuou: “Uma rádio local começou uma contagem regressiva para o meu 18º aniversário – eufemisticamente, a data em que seria permitido por lei dormir comigo. Os críticos de cinema falavam dos meus peitos crescendo nas críticas. Eu entendi muito rápido, mesmo com 13 anos, que se eu fosse me expressar sexualmente eu me sentiria insegura e que os homens se sentiriam no direito de discutir e objetificar meu corpo, para o meu enorme desconforto”.

Por conta disso, Portman mudou seu comportamento e rejeitou papéis com cenas de beijo para privilegiar aqueles que enfatizavam seu lado “sério”. Ela acabou construindo uma reputação como uma mulher “puritana, conservadora, nerd e séria” para sentir que sua voz era ouvida e que seu corpo estava seguro.

“Com 13 anos, a mensagem da nossa cultura era clara para mim”, continuou. “Eu senti a necessidade de cobrir meu corpo e inibir minha expressão para mandar ao mundo uma mensagem de que eu sou alguém que merece segurança e respeito. A resposta à minha expressão, de pequenos comentários sobre o meu corpo a declarações ameaçadoras, serviu para controlar o meu comportamento por meio de um ambiente de terrorismo sexual”.