Filmes e séries

Diretor de "Avatar" defende mais conteúdo para TV em 3D

AP
James Cameron, diretor de ''Avatar'', é visto em evento na Califórnia, em fevereiro de 2010 Imagem: AP

13/05/2010 11h12

SEUL (Reuters Life!) - O cineasta James Cameron, cujo recente sucesso "Avatar" se tornou um marco no cinema 3D, disse nesta quinta-feira que os produtores de TV deveriam deixar seus receios financeiros de lado e investirem nessa tecnologia tridimensional para fins domésticos.

Os fabricantes esperam que a tecnologia da TV 3D represente para o setor o mesmo impulso verificado na época do televisor preto e branco para o colorido. Mas o crescimento tem sido restringido pelo alto custo de produzir conteúdo em 3D, que exige óculos especiais para ser visto.

Por isso, segundo analistas, consumidores que acabam de investir alto em uma TV de tela plana podem não estar dispostos a assumirem outro gasto com um aparelho 3D, por entenderem que não há programação que compense.

Falando num fórum de tecnologia em Seul, Cameron disse que os produtores de TV "não podem ter medo de gravar em 3D, porque dezenas de milhares de pessoas em todo o mundo estão gravando em 3D todos os dias."

"Vamos ter TVs 3D por todo lado ao nosso redor... e vamos precisar de milhares de horas de esporte, comédia, música e todo tipo de entretenimento."

"Avatar" é o maior sucesso de bilheterias de todos os tempos, já tendo faturado mais de 2 bilhões de dólares no mundo. Também foi, segundo fontes do setor, um dos filmes mais caros de todos os tempos, com um orçamento de pelo menos 300 milhões de dólares, em parte por causa do uso do 3D.

Cameron disse que, para os produtores de TV, em longo prazo sairá mais barato gerar material em 3D em vez de tentar converter para esse formato o atual conteúdo em 2D.

"Não haverá tempo e dinheiro para converter isso. Terá de ser gravado ao vivo. Vamos aprender como fazer a gravação ao vivo. O custo vai baixar com a produção do 3D ao vivo", afirmou Cameron.

As fábricas sul-coreanas Samsung e LG já lançaram televisores 3D neste ano, e preveem boas vendas em 2010. A japonesa Sony entrará nesse mercado em meados do ano, aumentando a necessidade de conteúdo.

A demanda global por TVs 3D provavelmente passará de 1,2 milhão de unidades neste ano para 15,6 milhões em 2013, segundo a empresa de pesquisas DisplaySearch.

O número pode chegar a 64 milhões em 2018, quando a DisplaySearch antevê um faturamento de 17 bilhões de dólares para esse setor. "Você tem o canal, tem os aparelhos", disse Cameron. "A peça que falta é o conteúdo. É preciso arrumar o conteúdo."

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Facebook Messenger

Receba as principais notícias do dia. É de graça!

do UOL
Reuters
do UOL
Reuters
do UOL
BBC
do UOL
do UOL
do UOL
Chico Barney
UOL Cinema - Imagens
UOL Entretenimento
Cinema
do UOL
AFP
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Reuters
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
AFP
do UOL
Cinema
Roberto Sadovski
do UOL
do UOL
Chico Barney
UOL Cinema - Imagens
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Roberto Sadovski

Roberto Sadovski

As 25 melhores histórias em quadrinhos da Liga da Justiça

Pincelar as melhores histórias da Liga da Justiça é um trabalho complexo. Não pela falta de qualidade, mas pelo contraste: muita coisa entre os primórdios da equipe e o final dos anos 80 tem mais valor por sua inegável importância histórica do que por seus predicados artísticos. O gibi da Liga, afinal, viveu por anos na sombra da animação Superamigos, e isso deixou o tom das histórias mais ingênuo e infantil até a reformulação pós-Crise nas Infinitas Terras. Mas garimpar todas as fases em décadas de aventuras trouxe boas surpresas e ótimas descobertas - além do perceber que, em boas, mãos, a Liga pode ser incrível! A leitura rendeu algumas conclusões. Primeiro, não há absolutamente nada errado em usar histórias de super-heróis para fazer humor! Segundo, o horrendo período dos Novos 52, que privilegiou forma, ignorou substância e fez um flashback sinistro dos primórdios da Image Comics nos anos 90 (urgh), não foi tão cruel com a Liga. Terceiro, pouca gente escreve e entende os herói tão bem quanto Grant Morrisson e Mark Waid. No mais, a Liga da Justiça, em usas diversas encarnações, ainda é aposta certeira quando o assunto é entretenimento - afinal, só uma equipe criativa muito canhestra poderia melar uma mistura de personagens e personalidades e superpoderes tão diversa e tão bacana! Acredite, se os super-heróis mais lendários do mundo sobreviveram a Extreme Justice, nada é capaz de derrotá-los!

Cinema
Colunas - Flavio Ricco
do UOL
do UOL
do UOL
UOL Cinema - Imagens
do UOL
Reuters
do UOL
Topo