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Veterano Wes Craven recicla fórmulas em "A Sétima Alma"

Divulgação
Um dos sete jovens nascidos no mesmo dia é o assassino do filme "A Sétima Alma", de Wes Craven Imagem: Divulgação

Wes Craven é um dos poucos diretores especializados em terror que teimam em contrariar a crítica e conseguem agradar a muitos. Criador de "A Hora do Pesadelo" (1984), ele foi responsável pela franquia "Pânico" (1996), quando se tornou um ícone do gênero. Mas, apesar do seu sucesso, poucos entendem o seu progresso.

Quando colocou nas telas o personagem Freddy Krueger, não havia como saber a franquia que sairia dele. Quando se dispôs a dirigir roteiros que não eram seus, como a série "Pânico", fez-se também produtor para ganhar dinheiro. Agora, em "A Sétima Alma", ele é responsável por cada segundo que se vê na tela. Seja como roteirista, diretor ou produtor.

Mas o resultado é dúbio. Ao falar de um assassino em série esquizofrênico que, por meio de uma crença pouco racional, passa suas personalidades para crianças nascidas na data de sua morte, restam questionamentos elementares.

TRAILER DO FILME "A SÉTIMA ALMA"

A história começa quando Abel (Raúl Esparza) pede socorro ao seu médico, pois suas seis outras personalidades (incluindo aí, a de um assassino) começam a tomar conta dele. Ao matar também sua mulher, o transtornado rapaz acaba por assassinar outros incautos pelo caminho, até a sua aparente morte. É aí que nascem sete crianças.

O corte é rápido. Depois de 16 anos, os sete comemoram os seus aniversários. Em uma numerologia aceitável apenas no contexto do filme, explica-se que as tais personalidades só aparecem aos 16 porque é 1+6, daí 7 (almas). Está dado o pressuposto para um deles começar a matar.

Adam, ou "Bug" (Max Thieriot, de "Jumper") é o protagonista e o primeiro a ver que há alguma coisa errada acontecendo. Afinal, não há porque duvidar dele, quando todos à sua volta estão sendo esfaqueados, como há 16 anos.

Não há como negar que Craven conheça certa sutileza adolescente para envolver o espectador nesse mundo. Mais do que isso, sabe manter um bom suspense sobre quem realmente é o assassino - vital para a trama. Porém, nota-se que o roteiro perde força no desfecho da trama.

"A Sétima Alma" é um respeitável filme de Wes Craven. Há suspense, sangue, terror. Mesmo que este diretor não tenha apreço particular pela precisão na história que conta. O que vale é o medo e a tensão do espectador. Entretanto, há uma falha quando a conclusão é menor do que tudo o que se viu até então.

De uma escola antiga, Craven, como já disse, é um daqueles diretores que idealiza como público-padrão um casal que se agarre no cinema quando há um susto. Ele pode ser nostálgico, mas seu filme é ideal para isso.

(Por Rodrigo Zavala, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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