Cinema

Oscar reúne moderno e antigo para agradar a todos

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Anne Hathaway chega na cerimônia do Oscar (27/02/2011) imagem: Getty Images

Por Steve Gorman

LOS ANGELES (Reuters) - Os organizadores do Oscar fizeram algo inédito no domingo nos 83 anos de história da premiação -- confiar a um casal jovem e atraente de astros de Hollywood a apresentação da maior cerimônia da indústria cinematográfica.

E os dois novos mestres-de-cerimônia, James Franco e Anne Hathaway, foram logo reconhecendo a sua juventude e a ideia de que sua presença poderia ajudar a atrair uma geração de telespectadores que têm cada vez mais se desinteressado do Oscar nos últimos anos.

"Anne, devo dizer, você está linda e moderna", disse Franco, de 32 anos, ele próprio um candidato a melhor ator, brincando com sua parceira de palco assim que os dois abriram o espetáculo.

"Oh, obrigado, James", Hathaway, 28 anos, a mais jovem apresentadora da história do Oscar, respondeu, devolvendo o elogio. "Você está muito atraente para o público mais jovem também."

Os dois estavam brincando, mas também falando sério, já que os produtores do Oscar se empenharam este ano para incorporar elementos tecnológicos e as imagens criadas para atrair cinéfilos jovens.

Logo no início da cerimônia, o apresentador Justin Timberlake, ator e cantor popular entre o público jovem, usou um aplicativo de smartphone para iluminar o pano de fundo de "Shrek" na apresentação dos prêmios para filmes de animação.

Mas o espetáculo não virou as costas para a Hollywood de antigamente. Kirk Douglas, de 94 anos, com a fala comprometida pelo derrame que sofreu há 15 anos, subiu de bengala com dificuldade no palco para apresentar o Oscar de melhor atriz coadjuvante, que foi para Melissa Leo por "O Vencedor".

Douglas mesmo chegou a aludir ao conflito de gerações no Oscar, elogiando a beleza de Hathaway.

"Ela é linda", disse ele, enquanto a jovem atriz soprava-lhe beijos. "Onde você estava quando eu fazia filmes?"

Pouco tempo depois, o vencedor do Oscar de melhor roteiro original, David Seidler, 73, por "O Discurso do Rei", proclamou em seu discurso de aceitação que ele era a pessoa mais velha a ganhar o prêmio.

A cerimônia fez diversas referências a imagens e músicas de filmes ganhadores do Oscar de outrora, como "E o Vento Levou", "Star Wars" e "Titanic".

A tensão entre o novo e o velho foi orquestrada pelos produtores, que disseram que queriam reconectar os fãs de cinema com a história de Hollywood, dando ao espetáculo um toque contemporâneo para atrair telespectadores de 18 a 49 anos - uma demografia valorizada pelos anunciantes.

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