Cinema

Filme sobre Hawking narra triunfo da mente sobre a miséria física

EFE/Facundo Arrizabalaga
O cientista britânico Stephen Hawking, de 71 anos, que há anos sofre com uma doença degenerativa, em imagem de maio de 2013 imagem: EFE/Facundo Arrizabalaga

Paul Casciato

O cientista britânico Stephen Hawking disse na pré-estreia de um documentário a seu respeito que a vida após a morte, na sua opinião, é um conto de fadas, e que ele precisou aprender a conviver desde sempre com o declínio do seu corpo.

O físico de 71 anos, autor do best-seller "Uma Breve História do Tempo", sofre de uma doença neurológica degenerativa diagnosticada aos 21 anos, quando os médicos lhe deram dois a três anos de vida.

"Toda a minha vida eu vivi com a ameaça de uma morte prematura, então odeio perder tempo", disse Hawking, que usa cadeira de rodas e se comunica por meio de uma voz gerada por computador, que ele controla com um músculo da face e com o piscar de um olho.

Em "Hawking", que teve pré-estreia na quinta-feira (19) à noite, o mais famoso físico do mundo, conhecido por estudar as origens do universo, diz não ter medo de morrer. Após a sessão, ele afirmou ao público que a vida póstuma é um conto de fadas para quem tem medo do escuro.

"Acho que o cérebro é como programa na mente, que é como um computador, então é teoricamente possível copiar o cérebro em um computador, e assim oferecer uma forma de vida após a morte", disse. "No entanto, isso está bem além do nosso fôlego e das nossas capacidades."

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