Cinema

"Comidas-bichos" atacam em "Tá Chovendo Hambúrguer 2"

Por Piya Sinha-Roy

LOS ANGELES, 27 Set (Reuters) - Frutas, legumes e cheeseburguers ganharam um novo prazo de validade cinematográfica na comédia animada "Tá Chovendo Hambúrguer 2", que explora um novo mundo de ativas "comidas-bichos".

O primeiro "Tá Chovendo..." saiu em 2009, inspirado em um livro infantil homônimo de 1978. Nele, a fictícia ilha de Boca Grande é devorada por uma comida gigante, mas inanimada, que cai do céu, por obra de uma máquina desenvolvida pelo excêntrico inventor Flint Lockwood.

No segundo episódio da série, que chega aos cinemas dos EUA na sexta-feira (estreia no Brasil em 4 de outubro), Flint e sua turma voltam à Boca Grande e descobrem que a comida-monstro ganhou vida.

Flint precisa então decidir se destrói o mundo que se desenvolveu a partir da sua nova criatividade, como exige seu novo chefe, Chester V, ou se lhe dá uma chance.

"A ideia de que Flint está nessa jornada para se destruir era legal, e manifestar sua criatividade na ilha foi uma grande tarefa", disse à Reuters o codiretor Kris Pearn.

Ele e seu colega Cody Cameron disseram que o primeiro filme --que eles não dirigiram-- se inspirava nos filmes-catástrofe, enquanto o segundo imita os filmes de ação, com a influência de obras como "Parque dos Dinossauros".

O primeiro "Tá Chovendo..." foi um surpreendente sucesso de bilheterias para a Sony Pictures Animation, faturando 245,8 milhões de dólares nas bilheterias globais. O estúdio projeta que "Tá Chovendo Hambúrguer 2" deverá fazer 30 a 35 milhões de dólares na sua estreia, ficando em primeiro neste fim de semana.

Ao contrário de muitas animações com supervilões definidos pela sua malvadeza, Chester V, é um personagem mais complexo, disfarçado de inovador que cria produtos práticos, os quais acabam incorporados à sociedade.

Soa familiar? É que Pearn e Cameron disseram ter baseado Chester V em alguns empresários de sucesso -- como Steve Jobs, da Apple, Richard Branson, da Virgin, o astrônomo Carl Seagan e o animador Walt Disney.

"Se Flint não aprendesse a amar, ele viraria Chester, que era o mesmo tipo de inventor de quintal que Flint foi, mas acabou trilhando o caminho sombrio. Definitivamente queríamos sentir alguma honestidade em Chester", disse Cameron.

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