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"Minha Vida dava um Filme" apoia-se no talento da comediante Kristen Wiig

Rodrigo Zavala

Do Cineweb*

07/11/2013 13h59

A atriz e comediante Kristen Wiig tem um talento especial para interpretar mulheres em crise. Seja nas esquetes malucas do programa "Saturday Night Live" ou em filmes como "Missão Madrinha de Casamento" (2011), suas personagens não parecem ter qualquer noção do ridículo, participando ativamente de cenas vexatórias, tônica dominante de seu humor.

Assim, o papel de Imogene, a protagonista de "Minha Vida Dava um Filme", cabe perfeitamente para a atriz. Egoísta, neurótica, insegura e absolutamente desequilibrada, ela vive muito bem em Nova York com o namorado, mas se ressente por sua fracassada carreira de roteirista. Não demora muito para que fique solteira e, para chamar a atenção, simule um suicídio.

Como sua hipotética mensagem final é excelente, todos acreditam que ela realmente queria se matar. Por isso, ela é obrigada a ir morar com sua mãe Zelda (Annette Bening), seu novo marido maluco George (Matt Dillon) e o irmão Ralph (Christopher Fitzgerald) como forma de tratamento. O problema é que ela odeia sua família, que não vê há anos.

Para piorar, seu antigo quarto foi alugado ao jovem Lee (Darren Criss), tornando sua estadia na casa ainda mais infeliz e deslocada. Mas serão esses personagens que farão Imogene se encontrar, nesta comédia familiar sobre superação e escolhas.

Dirigido por Shari Springer Berman e Robert Pulcini, dupla de sucesso do cinema independente, responsável por "Cinema Verité" e "Anti-Herói Americano", este filme contém os ingredientes para ser uma produção vigorosa: excelente elenco e um bom argumento. Porém, o resultado final é mais leve do que se poderia imaginar, especialmente pela falta de ousadia do roteiro assinado por Michelle Morgan ("Um Amor de Verão"), que torna os personagens caricaturas deles mesmos.

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb