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Leandro Hassum repete personagem na comédia "Vestido pra Casar"

Nayara Reynaud

Do Cineweb, em São Paulo

06/08/2014 16h28

Em "Vestido Pra Casar" (2014), longa de Gerson Sanginitto, reúne os roteiristas do "Zorra Total", Claudio Torres Gonzaga e Celso Taddei, até o elenco com nomes como Tonico Pereira (o Mendonça de "A Grande Família"). Também há nomes em alta, como o casal do canal Porta dos Fundos Marcos Veras e Júlia Rabello, e queridinho das comédias nacionais, Leandro Hassum. O problema é que a mistura não dá liga.

Desde o início fica claro que se trata de uma comédia de erros, mas as falhas da produção são mais perceptíveis do que aquelas dos personagens que deveriam levar o público às gargalhadas. A trama apresenta situações tão mirabolantes que forçam demais a boa vontade do espectador em relevar incongruências e não exigir tanta verossimilhança.

Fernando (Leandro Hassum) está prestes a se casar com Nara (Fernanda Rodrigues), mas a sua compulsão por mentiras o coloca em uma avalanche de situações inusitadas a partir do momento em que vai buscar a noiva no aeroporto.

Após uma discussão com Valentina (Renata Dominguez), uma ex-miss e ex-BBB, e seu amante Ceição (Marcos Veras), que resulta em um vestido rasgado, o protagonista parte em uma busca da outra peça do modelo quase exclusivo do estilista Jean Luc (Érico Brás), a fim de conseguir manter os planos de casamento.

Para isso, ele tem de procurar a ajuda de sua ex-mulher Letícia (Júlia Rabello) e contornar a companhia da família de Nara --o exigente Eraldo (André Mattos), pai da moça; o estranho tio Belisário (Tonico Pereira); e o afetuoso primo dela, Pompilho (George Sauma).

Gerson Sanginitto, que já fez alguns curtas e longas com sua produtora nos Estados Unidos, mas tem como principal trabalho aqui "Área Q" (2012), conta com a codireção Paulo Aragão, filho do humorista Renato Aragão que dirigiu diversos filmes e minisséries do pai.

Enquanto Hassum repete o mesmo tipo que criou nos seus últimos trabalhos, Júlia é, possivelmente, um dos poucos nomes do casting que consegue lidar melhor com o texto tão fraco e criar uma personagem um pouco mais crível. Mas "Vestido Pra Casar" --que a exceção do tema casamento como pano de fundo nada tem a ver com a comédia romântica norte-americana da qual parafraseia o título em português, "Vestida Para Casar" (2008)-- pode não alçar o mesmo sucesso das comédias nacionais mais recentes por negligenciar o principal: fazer rir.

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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