Filmes e séries

Aventura fraca retira divindade de Hércules

Rodrigo Zavala, do Cineweb

Em São Paulo

03/09/2014 19h22

De forma resumida, Hércules (ou Heracles) foi um semideus grego, filho de Zeus e a mortal Alcmena, o que lhe garantiu uma força sobre-humana. Chegou a matar mulher e filhos por causa da enciumada mulher de Zeus, Hera, e, por isso, foi obrigado a realizar 12 trabalhos prodigiosos, que lhe concederam sua imortalidade e um lugar ao lado dos deuses no Olimpo.

O mito fez parte de uma centena de filmes e séries de TV, que retrataram as aventuras do herói grego e sua divindade. Em "Hércules", dirigido pelo americano Brett Ratner (responsável pela franquia "Hora do Rush") e estrelado pelo ator Dwayne Johnson (ideal para o papel), a história é outra. O filme estreia nesta quinta (4).

Já no início da produção, o espectador conhece a origem e os feitos do semideus por meio de uma narração efusiva e veloz do personagem Iolaus (Reece Ritchie). Nas imagens, vemos Hércules matar o Leão de Neméia, capturar o javali de Erimanto ou mesmo vencer a Hidra de Lerna, entre outros de seus 12 trabalhos.

Porém, como se vê a seguir, tudo isso não passa de exageros que o grupo de mercenários (Ian McShane, Rufus Sewell, Ingrid Berdal e Aksel Hennie), liderados por Hércules, usa como propaganda para vender seus serviços aos senhores na Grécia antiga. A divindade, enfim, não passa de um embuste.

Na dúvida, o rei da Trácia (John Hurt) contrata os serviços dessa equipe para apaziguar os ânimos em seu reino, já que o malfeitor Rhesus (Tobias Santelmann), um suposto demônio, enfeitiçou o povo contra o rei. Tentado pelo pagamento em ouro (o seu próprio peso) e pela beleza da princesa Ergenia (Rebecca Ferguson), o matador aceita a empreitada.

Não se sabe quais são as reais pretensões do rei da Trácia, tal como a forma com que o Hércules irá resolver os problemas de seu passado. Afinal, como se mostra em flashs pelo filme, parece ter matado mulher e filhos enquanto era adorado como herói em Athenas ao lado do rei Eurhysteus (Joseph Fiennes). As soluções ficarão para uma apressada e incoerente reviravolta final.

Com altas doses de humor, em especial pelo personagem de McShane (Amphiaraus), o roteiro inspirado nos quadrinhos "Hercules: The Thracian Wars", de Steve Moore, fica em cima do muro. Não vai totalmente para a fantasia e retrata Hércules como seu mito, nem tampouco o faz um homem comum, já que possui forças extraordinárias.

No meio do caminho, sobram os efeitos digitais e as cenas de ação que se esperam de uma produção como esta, mas falta uma narrativa mais crível. Fraca, a aventura de Hércules carece de vigor, justamente o grande atributo do herói mitológico.

*As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.title}}

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

AFP
do UOL
do UOL
Reuters
Reuters
do UOL
UOL Cinema - Imagens
do UOL
do UOL
redetv
do UOL
EFE
do UOL
do UOL
do UOL
Cinebiografia a caminho
Reuters
UOL Entretenimento
do UOL
do UOL
UOL Entretenimento
do UOL
do UOL
do UOL
Chico Barney
Roberto Sadovski
redetv
redetv
do UOL
EFE
EFE
do UOL
do UOL
Cinema
do UOL
do UOL
do UOL
Reuters
do UOL
do UOL
EFE
EFE
Colunas - Flavio Ricco
Roberto Sadovski
redetv
UOL Cinema - Imagens
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
EFE
Topo