Filmes e séries

Ator Christoph Waltz fala de personagem implacável de "Quero Matar Meu Chefe 2"

AFP
O ator Christoph Waltz Imagem: AFP

Piya Sinha-Roy

De Los Angeles

19/11/2014 19h10

Na pele do coronel Hans Landa em "Bastardos Inglórios", de Quentin Tarantino, Christoph Waltz foi a personificação da crueldade com elegância, desencadeando o horror sem perder a pose e ainda por cima conquistando um Oscar.

Em "Quero Matar Meu Chefe 2", que estreia nos cinemas dos Estados Unidos em 26 de novembro, Waltz retoma um personagem egocêntrico oculto por uma fachada civilizada.

O ator alemão-austríaco interpreta o empresário e "self-made man" Bert Hanson, que dá uma chance aos novos negócios de Nick, Kurt e Dale, os três infelizes protagonistas que tentam matar seus superiores terríveis em "Quero Matar Meu Chefe", de 2011.

Mas Bert engana o trio, forçando-o a buscar meios alternativos para recuperar seu dinheiro.

Waltz, de 58 anos, conversou com a Reuters sobre as vantagens de fazer um personagem sério em uma comédia.

Reuters: O que o atraiu neste filme e na interpretação de um chefe tão manipulador?

Christoph Waltz: No roteiro, havia trechos lindamente escondidos que dizem muito sobre o mundo em que vivemos e que dizem muito sobre, na verdade, querermos viver em um mundo diferente. Então esse já era um aspecto interessante que me atraiu. Mas há muitas coisas cômicas acontecendo que não me conquistaram logo de cara no roteito, mas saber o que iria virar e conversar com as pessoas que iriam transformá-lo em um filme foi totalmente convincente.

Como você se identificou com as motivações implacáveis de Bert?

Isso é o que eu faço da vida, a imaginação é um artifício maravilhoso, maravilhoso, e normalmente chamamos de realidade o que vai contra nossa imaginação, mas isso não é verdade. A imaginação é uma realidade. Tenho a oportunidade maravilhosa de trabalhar em uma profissão na qual você realmente pode dar vazão às coisas, então a imaginação na verdade é o pré-requisito mais importante.

O que você conseguiu explorar no filme que nunca tinha podido explorar antes?

Nem tanto coisas novas ou um território desconhecido, mas a combinação de ser muito sério, ou mostrar uma abordagem séria da vida e dos negócios, perante três pessoas que não parecem entender nada daquilo e que na verdade se entregam às maiores loucuras em tudo. Essa é, de certa forma, uma combinação que não tinha feito antes. Normalmente, quando você interpreta um personagem tão sério, a reação é no mesmo nível, mas é isso que define a comédia, que a reação seja em outro nível.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Facebook Messenger

Receba as principais notícias do dia. É de graça!

UOL Cinema - Imagens
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Roberto Sadovski

Roberto Sadovski

As 25 melhores histórias em quadrinhos da Liga da Justiça

Pincelar as melhores histórias da Liga da Justiça é um trabalho complexo. Não pela falta de qualidade, mas pelo contraste: muita coisa entre os primórdios da equipe e o final dos anos 80 tem mais valor por sua inegável importância histórica do que por seus predicados artísticos. O gibi da Liga, afinal, viveu por anos na sombra da animação Superamigos, e isso deixou o tom das histórias mais ingênuo e infantil até a reformulação pós-Crise nas Infinitas Terras. Mas garimpar todas as fases em décadas de aventuras trouxe boas surpresas e ótimas descobertas - além do perceber que, em boas, mãos, a Liga pode ser incrível! A leitura rendeu algumas conclusões. Primeiro, não há absolutamente nada errado em usar histórias de super-heróis para fazer humor! Segundo, o horrendo período dos Novos 52, que privilegiou forma, ignorou substância e fez um flashback sinistro dos primórdios da Image Comics nos anos 90 (urgh), não foi tão cruel com a Liga. Terceiro, pouca gente escreve e entende os herói tão bem quanto Grant Morrisson e Mark Waid. No mais, a Liga da Justiça, em usas diversas encarnações, ainda é aposta certeira quando o assunto é entretenimento - afinal, só uma equipe criativa muito canhestra poderia melar uma mistura de personagens e personalidades e superpoderes tão diversa e tão bacana! Acredite, se os super-heróis mais lendários do mundo sobreviveram a Extreme Justice, nada é capaz de derrotá-los!

Cinema
Colunas - Flavio Ricco
do UOL
do UOL
do UOL
UOL Cinema - Imagens
do UOL
Reuters
do UOL
do UOL
do UOL
Reuters
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
TV e Famosos
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Roberto Sadovski
UOL Cinema - Imagens
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Reuters
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Cinema
Roberto Sadovski
Topo