Cinema

Prefeito de Los Angeles pressiona China para liberar mais filmes de Hollywood

Lucy Nicholson/Reuters
Prefeito de Los Angeles, Eric Garcetti imagem: Lucy Nicholson/Reuters

Gerry Shih De Pequim

O surto de investimento privado chinês em Hollywood deveria convencer Pequim a afrouxar suas restrições à importação de filmes norte-americanos, disse o prefeito de Los Angeles, Eric Garcetti, nesta sexta-feira (21) na China, exortando as autoridades a aumentar a quantidade anual de produções cinematográficas estrangeiras.

Os produtores de Hollywood, ansiosos para construir laços com o segundo maior mercado de filmes do mundo, acolheram o fluxo de capital chinês nos últimos anos, o que levou a uma série de parcerias de alto nível. As autoridades da China aumentaram gradualmente a cota de filmes estrangeiros para 34, mas os censores estatais ainda mantêm um controle rígido sobre o que pode ser exibido.

O prefeito de Los Angeles, que lidera uma missão comercial de duas semanas por três países asiáticos, abordou o assunto das cotas ? uma fonte de atrito no comércio entre Estados Unidos e China há tempos durante uma reunião com o vice-ministro chinês das Relações Exteriores, Zhang Yesui, em Pequim nesta sexta-feira.

"Espero que o governo chinês veja os lucros (das empresas chinesas) entrando, e a parte que lhes cabe na chegada de mais filmes ocidentais", disse Garcetti. "Nossos melhores defensores serão as empresas chinesas que têm uma parte nesta abertura."

Em junho, o ex-representante de filmes de Warner Bros TWX.N, Jeff Robinov, anunciou a criação de um novo estúdio com supostos 200 milhões de dólares de investimento do Fosun International, um dos maiores conglomerados privados da China.

Ligado ao governo, o Shanghai Media Group prometeu investir um bilhão de dólares em filmes juntamente com o produtor veterano Robert Simonds, e o Wanda Dalian de propriedade do bilionário chinês do setor imobiliário Wang Jianlinadquiriu a rede de cinema AMC Entertainment Holdings em 2012 como primeira investida em Hollywood.

Embora tais parcerias possam ajudar os estúdios a contornar as cotas de filmes estrangeiros, surgem em um momento no qual o Partido Comunista chinês apertou o controle sobre a mídia.

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