Para diretor de Jurassic World, ficção científica deve refletir atualidade

Piya Sinha-Roy

De Los Angeles

Os dinossauros são maiores, os passeios são mais assustadores e há um novo e empolgante par de protagonistas como atração principal: "Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros" espera seduzir uma nova geração acostumada a muita adrenalina quando vai ao cinema.

O filme, que estreia no Brasil nesta quinta-feira (11), retoma a clássica franquia iniciada quando o diretor Steven Spielberg ressuscitou os dinossauros em "Jurassic Park", de 1993, que teve duas sequências.

Mas duas décadas mais tarde, como diz em tom de deboche a protagonista Claire, vivida pela atriz Bryce Dallas Howard, ninguém mais se empolga ao ver um dinossauro. E depois ela ainda boceja.

É por isso que o parque temático no qual "Jurassic World" se situa precisa aumentar os perigos para os visitantes, atraídos pela experiência arrebatadora de um contato próximo com os animais do passado.

Espelhando a tentativa do filme de reciclar uma antiga franquia com doses maiores de emoção, o parque criou uma nova criatura híbrida, maior e mais malvada: o Indominus Rex.

Mas o monstro é difícil de ser domado e, como os fãs da trilogia original já sabem, nunca se deve dar as costas a um dinossauro.

"A boa ficção científica sempre reflete acontecimentos atuais, e a nossa condição humana", disse o diretor Colin Trevorrow à Reuters. "O Indominus Rex é produto de um desejo de lucro a qualquer preço, e essa necessidade típica do mundo corporativo é algo que pode causar muito estrago e comprometer nossa ética e nossa condição humana de maneiras que vimos se esgotarem invariavelmente com o passar do tempo."

As projeções indicam que "Jurassic World", produzido pela Universal Pictures por US$ 150 milhões, deve arrecadar US$ 121 milhões em seu primeiro final de semana, o que fará do filme uma das maiores estreias do ano, de acordo com o site especializado BoxOffice.com.

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