Filmes e séries

Cena de destruição da Muralha saiu de "Pixels" para evitar veto na China

Clare Baldwin e Kristina Cooke

De Hong Kong (China) e Los Angeles (EUA)

24/07/2015 17h01

Em um roteiro escrito em 2013 para o recém-lançado filme "Pixels", alienígenas intergaláticos fazem um rombo em um dos principais cartões-postais da China: a Grande Muralha.

Essa cena desapareceu da versão final da comédia de ficção científica estrelada por Adam Sandler e lançada pela Sony Pictures Entertainment, que estreou nesta quinta (23) no Brasil. No filme, os extraterrestres também atacam localidades importantes em outros países, detonando o Taj Mahal na Índia, o Monumento a Washington e partes de Manhattan, nos EUA.

Executivos da Sony pouparam a Grande Muralha por terem ficado receosos de não obter aprovação para o filme na China, como revelou uma análise de e-mails internos da empresa. Essa foi uma de diversas alterações com o objetivo de retirar do filme qualquer conteúdo que, segundo os temores dos gerentes da Sony, as autoridades chinesas possam interpretar como uma visão negativa de seu país.

Além da cena da Grande Muralha, foi vetada outra, na qual a China é mencionada como possível culpada de um ataque, assim como uma referência a um "irmão de uma conspiração comunista" que invade um servidor de e-mail --tudo para aumentar as chances de que "Pixels" chegue à segunda maior bilheteria do mundo.

"Embora fazer um buraco na Grande Muralha possa não ser um problema, já que é parte de um fenômeno mundial, na verdade é desnecessário, porque não vai beneficiar o lançamento chinês em nada. Recomendo, então, que não o façam", escreveu Li Chow, principal representante da Sony Pictures na China, em um e-mail de dezembro de 2013 para executivos da companhia.

A mensagem de Li é uma de dezenas de milhares de e-mails confidenciais e documentos da Sony que foram hackeados e publicados no final do ano passado.

O governo dos EUA culpou a Coreia do Norte pela invasão, já que o filme "A Entrevista", da Sony, teria incomodado o líder daquele país, Pyongyang, por satirizá-lo. Em abril, o site WikiLeaks publicou a leva de e-mails, memorandos e apresentações da invasão da Sony em um arquivo pesquisável na Internet.

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