Filmes e séries

"Quarteto Fantástico" desperdiça talentos e carece de ação

Rodrigo Zavala

Do Cineweb, em São paulo

05/08/2015 16h54

Mais uma vez o espectador se depara com a gênese do Quarteto Fantástico, heróis criados na década de 1960 por Stan Lee e Jack Kirby. Depois das malfadadas versões do diretor Tim Story (2005 e 2007), o grupo ganhou roupagem atual pelo supostamente problemático diretor Josh Trank ("Poder Sem Limites"), mas deixa a essência nos HQs. O novo filme estreia nesta quinta (6).

Acusado de destemperos durante as filmagens, o que lhe custou a perda da direção de "Star Wars Anthology: Rogue One", derivado da série de George Lucas, o cineasta se amparou nos produtores, como Matthew Vaughn ("Kick-Ass"), e no editor Stephen Rivkin ("Avatar") para finalizar o filme, depois de trocas de roteiristas e incompatibilidade de gênios.

O resultado dessas farpas nos bastidores é um quarteto nada fantástico. A começar pela história, que se distancia dos quadrinhos, desde a infância do líder, Reed Richards (Miles Teller), ao uso militar dos personagens poderosos. Ainda, diminuem o papel do vilão, o Doutor Destino (Toby Kebbell), como alguém que pretende destruir a Terra por um mundo fictício.

No roteiro, finalizado por Simon Kinberg ("X-Men - Dias de um Futuro Esquecido"), o professor Dr. Franklin Storm (Reg E. Cathey) busca alunos inteligentes. Um deles é o jovem Reed, que desperta a atenção do pesquisador, depois de conseguir enviar pequenos objetos para outra dimensão. Nada que Victor Von Doom (Kebell) e Sue Storm (Kate Mara) não fizessem antes.

O diferencial é que, com a ajuda de Ben (Jamie Bell), Reed consegue trazer os objetos de volta. Assim, eles criam uma máquina interdimensional, que será a razão de ser do grupo, incluindo Johnny Storm (Michael B. Jordan). De uma forma ou outra, os personagens serão afetados pela radiação dessa nova dimensão, primitiva, que dará poderes a todos, incluindo o vilão.

O fã do HQ pode reclamar, pois nada disso está na história original, em que uma radiação cósmica, no espaço, é a causa de tudo. Também pode reconhecer que, apesar da tentativa, o Quarteto Fantástico chega pouco maduro ao novo universo cinematográfico da Marvel, encabeçado pelos Vingadores.

A produção, escura (o que influi na qualidade dos efeitos especiais) e com poucos momentos de tensão, se firma mais na marca (Marvel) do que pelo conteúdo, desperdiçando o talento dos protagonistas. Essa é a impressão que Josh Trank, que cancelou a versão 3D do filme por razões artísticas, deixou no filme.

Apesar das fofocas que dominaram os bastidores, o diretor poderia ter feito muito mais por esses heróis. Ou mesmo pela história, que serve apenas de pretexto para incluir os personagens em outras tramas, como "X-Men", por exemplo.

Assista ao trailer do filme

*As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

do UOL
UOL Cinema - Imagens
Cinema
do UOL
UOL Cinema - Imagens
Cinema
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
EFE
EFE
do UOL
Roberto Sadovski
do UOL
do UOL
do UOL
UOL Entretenimento
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
EFE
EFE
do UOL
UOL Entretenimento
do UOL
do UOL
do UOL
EFE
UOL Entretenimento
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
UOL Entretenimento
do UOL
do UOL
AFP
Cinema
do UOL
do UOL
Cinema
BBC
do UOL
EFE
Cinema
Topo