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Ficha completa do filme

Drama

Quem Bate à minha Porta (1969)

Resenha por Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Especial para o UOL Cinema 01/01/2004
Nota 3

Começou como um projeto de faculdade, quando Scorsese estudava Cinema na NYU. Seu primeiro título foi "Bring on the Dancing Girls", em 1965, e já trazia no elenco o jovem Harvey Keitel, que seria parceiro habitual nos próximos filmes do diretor. Depois levou o título de "I Call First" (1967), com uma história mais elaborada e a participação da atriz Zina Bethune. Em 1969 foi mudado para o título atual pelo produtor Joseph Brenner, que exigiu cenas mais eróticas. Então Marty coreografou uma cena em Storyboard, cheia de sexo e nudez, rodada quatro anos depois, na Holanda.

Recomendamos que antes de ver o filme, assistam o Making Of, onde o parceiro e assistente de direção Mardik Martin dá todos os detalhes de bastidores, mostrando que o diretor usou todos os lugares de sua vizinhança, num orçamento mínimo, mas que pouca coisa foi improvisada. Ao contrário, quase tudo foi desenhado em Storyboard.

Mas não espere muito deste primeiro filme longo, praticamente desconhecido no Brasil. As cenas mais interessantes são a da estação e a de sexo, ambas muito bem decupadas, já denunciando o talento do cineasta. Fora isso, é apenas um exercício de estudante, que prevê certos temas de "Caminhos Perigosos". Tem ponta do diretor como um gângster, e de sua própria mãe, Catherine Scorsese. Faz parte do Box "Coleção Martin Scorsese".

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