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Ficha completa do filme

Drama

Atração Fatal (1987)

Resenha por Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Especial para o UOL Cinema 01/01/2002
Nota 1

Enorme e inesperado sucesso de bilheteria em sua estréia, concorreu ao IV e último Fest Rio e foi indicado a seis Oscars (Filme, Diretor, Montagem, Roteiro Adaptado, Atriz e Atriz Coadjuvante Archer), mas não levou nenhum. Foi polêmico, visualmente moderno (com clima de comercial e videoclip lembrando o filme anterior do diretor "Nove Semanas e Meia de Amor", principalmente em duas cenas de sexo, num elevador e numa pia).

Também foi muito criticado por sua posição moralista. Realmente foi o primeiro filme da "Era Aids", em que a infidelidade matrimonial é punida (quem trai a esposa se não pega a doença, encontra pela frente uma mulher maluca que destrói sua vida). E também é anti-feminino (toda mulher que não consegue um homem acaba por enlouquecer, parece dizer a fita).

De qualquer forma, o público se identificou com o herói, feliz, bem casado e rico, que tem um caso passageiro com uma executiva (Glenn tentando se glamurizar usando um penteado todo desarrumado, que mesmo assim a deixa com cara de bruxa), que fica grávida e ameaça matá-lo quando este a rejeita.

O filme tinha um final mais simples (ela se suicidava ouvindo a cena da morte de "Madame Butterfly", deixando as impressões digitais dele na faca, ou seja, culpando-o), o que é mostrado nesta edição. Mas depois de testes preferiram este exagerado e absurdo final (com toques de "As Diabólicas"), mas que parece ter sido eficiente. Teve depois muitas imitações e sucedâneos.

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