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Ficha completa do filme

Aventura

O Incrível Hulk (2008)

Resenha por Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Especial para o UOL Cinema 18/11/2008
Nota 1

Filme bastante superior ao equívoco que Ang Lee cometeu com "Hulk" (2003), estrelado por um ator inadequado (Eric Bana). É a segunda produção da Marvel (a primeira foi o sucesso "Homem de Ferro", que por sinal tem bastante a ver com este filme), com a aprovação do criador Stan Lee (que aparece numa ponta, como de costume, fazendo o sujeito que toma o refrigerante brasileiro) e do Hulk original Lou Ferrigno, que, além de fazer uma aparição simpática como um porteiro, também foi quem fez a voz do Hulk, ou seja, do monstro.

A adaptação ficou sob as ordens de Leterrier, diretor francês de filmes de ação ("Carga Explosiva" 1 e 2) e principalmente do ator Edward Norton, que ajudou a gerar o projeto. Norton escreveu o primeiro roteiro e assina agora com o pseudônimo de Edward Harrison. Sabe-se que ele gosta sempre de se envolver nos projetos e aqui teve uma participação criativa grande (chegou mesmo a fazer os movimentos de Hulk para depois serem ampliados para efeitos especiais).

Houve conflitos criativos entre ele e o diretor, mas a Universal fez de tudo para esconder isso da imprensa e não prejudicar o filme. Norton não participou da publicidade do filme (não deu entrevistas) e tirou seu nome da ficha técnica como roteirista (ao menos no folheto não consta) por não concordar com a montagem final do filme. O fato é que todos os envolvidos são fãs do personagem e fizeram o possível para salvar a franquia em perigo.

O resultado é satisfatório porque a opção foi fazer um filme de ação, que não para nunca. É basicamente uma longa perseguição que começa com o doutor Bruce (Norton) refugiado na favela carioca da Rocinha (na verdade, a de Tavares Bastos, a mesma que serviu de cenário para "Tropa de Elite"), onde trabalha numa fábrica de refrigerantes e tenta encontrar um antídoto para sua doença, ou seja, que o impeça de transformá-lo em monstro nos momentos de raiva (ele chegou a fazer treinamento com famoso campeão brasileiro de jiu-jitsu Rickson Gracie).

O que se pode dizer é que a favela parece impressionante e assustadora e em nada vai ajudar a trazer turistas para o Brasil. Mas Bruce consegue fugir dali não sem antes Hulk interferir. Assim, ficam estabelecidos como o vilão supremo o General Ross (Hurt, que por vezes fica canastrão), que insiste em capturá-lo para usar o monstro para fins militares, e o militar Blonsky (Tim Roth) que é um soldado fanático e demente, que se deixa injetar por droga semelhante e acabará se tornando um outro monstro, o Abominável.

Há muita ação e o Hulk agora é todo CGI, ou seja, criado por efeitos especiais e com cara de desenho animado (bem próximo dos quadrinhos). A principio estranhei ver uma figura tão obviamente de animação em cenários realistas e contracenando com atores reais. Nada de especial, mas eficiente, adequado e uma grande melhoria em relação ao filme anterior.

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