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07/07/2005 - 16h16
"Pokémon 4" vem com visual melhor do que os anteriores

Por Michael Rechtshaffen

HOLLYWOOD (Hollywood Reporter) - O título soa assustador, mas o quarto capítulo de um fenômeno animado que já surpreendeu por ser bem melhor do que os fracos filmes anteriores da série "Pokémon".

Mais centrado e com visual melhor do que os filmes anteriores, o que não chega a ser uma proeza muito difícil, "Pokemon 4 -- Viajantes do Tempo", com sua temática ecológica, introduz o personagem Celebi, que vive na floresta e viaja no tempo. O filme também inclui trechos extensos e bizarros de animação computadorizada.

Apesar da melhora, muitos espectadores vão achar que a chegada de "Pokémon 4" aos cinemas (e consta que há ainda outro filme da série sendo desenvolvido) é redundante, já que os monstrinhos de bolso Pokemon já renderam o que podiam.

Os dólares provavelmente só vão começar a encher o cofrinho da Miramax, que está distribuindo o filme quando Pikachu chegar às videolocadoras. Os três primeiros da série foram distribuídos pela Warner Bros. Pictures.

Reincorporando os temas e elementos naturais da cooperação e amizade que guardam relação mais estreita com os conceitos originais do criador do videogame, Satoshi Tajiri, a nova aventura leva o treinador de Pokémon Ash Ketchum, seus amigos Misty e Brock e, é claro, o fiel e apenas ligeiramente irritante Pikachu para uma floresta mágica.

A floresta era o reino de Celebi até ele ser obrigado a deixá-la para fugir de um malévolo caçador de Pokémons. Para isso, o que ele fez foi viajar 40 anos no futuro, levando com ele o jovem Sam, que estava percorrendo a floresta quando tudo aconteceu e não tinha nada a ver com a história.

Ash e seus amigos ajudam Celebi a recuperar sua força, com a ajuda da cura milagrosa oferecida pelo Lago da Vida existente na floresta. Mas então chega o ultramalévolo Atacante da Máscara de Ferro, determinado a capturar Celebi e aniquilar qualquer criatura ou pessoa que se interponha em seu caminho.

O resultado de tudo isso é um trabalho de entretenimento infantil realmente bizarro e em alguns momentos confuso. Mas desta vez, pelo menos, há uma história central para embasar todos os elementos esdrúxulos.

Estes últimos incluem uma longa sequência de animação computadorizada em que Celebi, obrigado a usar seus poderes para o mal, se transforma num gigantesco monstro destrutivo na forma de um graveto.

É uma visão que chama a atenção, especialmente quando se tem em vista os padrões low-tech dos outros filmes Pokémon. Ao mesmo tempo é perversamente deslocada, comparada ao tom gentil e ecológico do restante da história.


31/01/2013