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06/10/2006 - 10h58
Rocco Siffredi, o "rei do pornô", publica suas memórias
Roma, 6 out (EFE).- Todos os segredos da vida pessoal e
profissional do "rei do pornô", o italiano Rocco Siffredi, contados
pelo ele mesmo, serão conhecidos esta semana na Itália com a
publicação de suas esperadas memórias.

Siffredi, que se aposentou há dois anos como ator e que agora se
dedica à produção de filmes pornográficos, decidiu que era o momento
de contar como virou um ídolo do pornô e se lançou no projeto de
suas memórias: "Eu, Rocco".

"Um livro para meus fãs, escrito com minha linguagem", explica
Siffredi, que na autobiografia conta uma infância "normal" em uma
família modesta, passa pelos "primeiros prazeres solitários no
banheiro" e a vergonha que sentiu quando foi descoberto por sua mãe.

O ator explica como passou de Rocco Tano, um adolescente nascido
no 1964 em Ortona, no litoral do mar Adriático, ao ator pornográfico
mais conhecido no mundo.

Antes de completar os 16 anos, Siffredi ganhou um torneio de
masturbação - onze ejaculações em seis horas, como afirma no livro
-, o que o fez pensar que tinha qualidades físicas extraordinárias.

Após colecionar diferentes histórias sexuais, Siffredi decidiu
que era a hora de "que lhe pagassem por seus serviços".

Com 20 anos, o italiano foi coroado como "Divo das revistas
pornô" pela publicação "Supersexy", o que lhe valeu seu primeiro
contrato como ator e o começo de uma carreira bem-sucedida.

Uma carreira que foi ajudada por uma de suas atribuições físicas,
"os 24 centímetros" de seu pênis, como reconhece. Na capa do livro
aparece em contraluz uma régua que marca a famosa medida.

Siffredi conta também que decidiu ser ator pornô por "vocação",
porque "ser ator de filmes pornográficas não é um verdadeiro
trabalho, já que fazer amor durante oito horas é impossível para uma
pessoa normal". No livro, o rei do pornô dá alguns conselhos para
melhorar as qualidades sexuais.

O livro relembra os cerca de 1.500 filmes em que trabalhou e as
mais de 4.000 mulheres com que manteve relações sexuais, segundo
ele, e também fornece uma visão particular do mundo do cinema pornô
e dos problemas do setor, "onde não chega bastante dinheiro, por
isso é impossível pagar bons roteiristas".


31/01/2013