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24/10/2007 - 17h41

"Gosto de sair do cinema perturbado", diz Bráulio Mantovani, roteirista de "Tropa de Elite" no BP

Da Redação
Em conversa mediada por Marcelo Tas, os quase dois mil internautas que estiveram no Bate-papo UOL puderam fazer perguntas ao roteirista Bráulio Mantovani na tarde desta quarta-feira (24).

Indicado ao Oscar 2004 de Melhor Roteiro Adaptado por "Cidade de Deus", e responsável pelos roteiros de "Tropa de Elite" e "O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias", Mantovani explicou o motivo de seus roteiros acabarem sendo tão polêmicos: "Odeio final feliz! Gosto de sair do cinema perturbado e procuro fazer isso nos meus trabalhos. Quero que as pessoas saiam da sala perturbadas."

Feliz pelo sucesso de "Tropa de Elite", triste pela forma simplificada como os temas têm sido tratados pelas pessoas e irritado com as críticas que insistem em classificar a história como fascista, o escritor confessou que pela primeira vez saiu em defesa de seu roteiro e fez questão de frisar em vários momentos que "'Tropa' é ficção, e escrever ou fazer cinema com realismo não é o mesmo que reconstituir uma realidade."

Sobre a indicação de "O Ano em Que..." para a vaga de Melhor Filme Estrangeiro no Oscar 2008, Mantovani seguiu o clichê ao afirmar que é uma escolha difícil, como entre dois filhos, já que ambos contaram com sua colaboração. No entanto, deixou claro que as películas têm mensagens completamente diferentes e que, levando em consideração a opinião de "quem entende de Oscar", as chances do filme de Cao Hamburguer receber a estatueta são maiores.

Mantovani que define seu trabalho como "reunir o pior de cada coisa para fazer o melhor", falou também sobre a associação Autores de Cinema que criou em parceria com diversos roteiristas nacionais e tem o objetivo de valorizar e profissionalizar essa carreira que começa a ganhar status no país.

As mudanças no roteiro, as comparações com "Cidade de Deus", a esperança de que a qualidade cinematográfica permaneça e as polêmicas acabem, seus projetos futuros e especulações sobre o porque de tantas reações controversas em torno de um mesmo filme completaram o papo.



Leia a seguir a íntegra do bate-papo que contou com a participação de 1883 internautas.

(03:17:50) Marcelo Tas: O roteiro do Tropa de Elite foi ou não baseado no livro "Elite da Tropa"?
(03:19:57) Bráulio Mantovani: Não, muita gente está fazendo confusão. O Pimentel, o Batista trabalharam no livro paralelamente e colocaram este nome de "Elite da Tropa". O livro foi batizado depois do filme, até por isso a inversão do nome. Inicialmente, o livro também era pra ser "Tropa de Elite". Eu recebi o livro em arquivo antes de ser publicado porque teve um momento em que o José Padilha recebeu uma proposta para fazer uma série. O livro seria a fonte. Mas até hoje não li o livro.
(03:22:37) Bráulio Mantovani: Acho esquisito cobrar realidade de um filme porque o filme nunca se vendeu como realidade. Se fosse um documentário iria ter o personagem do capitão do Bope e provavelmente teria entrevistas com cinco capitães diferentes. O capitão do filme é a reunião de muitos capitães na verdade. O Zé entrevistou outros policiais além do Pimentel. Esta é uma história de ficção para pegar pesado, pisando no acelerador. Então pegamos o melhor, ou seja, o que era pior, para juntar para fazer o roteiro. Na realidade estas histórias acontecem. Como a do saco, das porradas e as broncas que os policiais têm dos estudantes de classe média que consomem drogas. O que fizemos foi juntar tudo isso.
(03:24:09) Bráulio Mantovani: Eu conheci o José Padilha pela produção do filme "Ônibus 174". Adorei ele, é uma cara muito criativo, brilhante. E ele me ofereceu este trabalho. Mas eu não trabalhei em cima da pesquisa. Se não me engano ele entrevistou 12 policiais do Bope. Quando cheguei já havia algumas versões do roteiro. Coisas boas, mas faltando alguma coisa, uma tridimensionalidade dos personagens, por exemplo. Costumo fala que meu trabalho é esse... Azeitar. Costumo pegar o pior de várias coisas para tirar o melhor delas.

(03:24:31) Marcelo Tas: Autor do roteiro de "Cidade de Deus" e "Tropa de Elite". De onde você tira tanta coisa terrível? Você, na sua vida interior, é um rapaz violento?
(03:29:07) Bráulio Mantovani: Alguma coisa eu devo ter, mas na verdade ambos os projetos chegaram até mim. Com o "Cidade de Deus", o Fernando Meirelles me contratou para trabalhar com ele, mas o livro me fascinou para fazer o trabalho. O que fizemos foi pegar o pior dos melhores para fazer mais dramas. Eu tenho fascínio por situações extremas, quando a noção por humanidade quase se perde. Do porquê de nos perdemos nestas coisas, quando a civilização perde a noção de humanidade. Também estou fazendo um projeto sobre o massacre de Beslan. Foi no primeiro dia de aula das crianças em uma escola na Rússia. Havia mais de mil pessoas lá. Pelo que eu li as crianças não foram executadas. As bombas estouraram por acidente. Lá teve histórias de muita humanidade e também de muita crueldade. Então tenho um fascínio por estes temas, em colocar isto em forma de ficção. Eu gosto de sair do cinema perturbado. Odeio finais felizes, detesto finais alegres. E é isso que tento fazer nos meus roteiros, deixar as pessoas perturbadas.
(03:31:16) Bráulio Mantovani: Sobre a repercussão de "Tropa...": Não é um sentimento unívoco, não é uma coisa só. Eu fico um pouco chateado com a maneira um pouco apaixonada e irracional como algumas pessoas reagem. Por exemplo, eu cheguei a receber emails com suásticas. Por outro lado, eu não gostei quando saiu uma matéria de capa na Veja falando bem do filme, mas puxando uma distorção para outra coisa que não está no filme. Ela usou o filme para justificar uma visão de que o problema de segurança pública passa pela polícia, acho que não, mas é óbvio que passa também por isso. Nós vivemos em um país injusto, mas o problema é muito mais complexo. Eu fico um pouco triste por estas pessoas que simplificam os problemas que o filme trata. Uma qualidade do filme é gerar reações tão contraditórias com as mesmas imagens. O "Cidade de Deus" teve um pouco disso, com um grau menor, mas com o mesmo tipo de coisa. E o tempo passou, a polêmica passou e acabou ficando a qualidade cinematográfica do filme. Espero que com o "Tropa..." aconteça a mesma coisa.

(03:18:31) sargenta joseane: Bráulio Mantovani, vc é o roteirista, é autor do filme "Tropa de Elite", dirigido por José Padilha. Como vc recebeu esse convite?
(03:36:39) Bráulio Mantovani: sargenta joseane, eu não sou o único roteista, o Zé Padilha e o Pimentel também escreveram. Foi um momento em que eu achei que o Padilha precisava usar uma mão de escritor no roteiro do filme, mas não conseguimos ninguém. Aí o Zé insistiu muito e eu acabei entrando. Nós mudamos o foco narrativo da história. Originalmente quem narrava a história era o Matias, o policial negro. O que aconteceu foi que o Wagner Moura "roubou" o filme. Todas as cenas com ele tinham um brilho especial e aí muitas pessoas acharam que ele é um personagem interessante. Aí resolvemos mudar este foco para a história de um capital do Bope. A história dele procurar um substituto e ver o coração em um e a razão em outro foi sugestão do Daniel Rezende (montador). É engraçado como a mesma cena vista do ponto de vista de um personagem muda totalmente o filme. Isto aconteceu na reta final do filme e deu um trabalho tremendo. Mas não foi refilmada nenhuma cena. Apenas o áudio foi regravado com a voz do Wagner.

(03:41:43) Moderadora/UOL:

Bráulio Mantovani fala sobre roteiro de "Tropa de Elite" (crédito: Priscila Gomes/UOL)

(03:19:18) klaus gasper: como vc vê a repercussão de setores da mídia de seu filme que atribui a ele uma ideologia determinada?
(03:41:43) Bráulio Mantovani: klaus gasper, eu não concordo com isso. Fiquei tão irritado com a história da suástica no começo que fiz algo que não costumo fazer e sai em defesa do filme. Escrevi um artigo e a assessoria de imprensa do filme mandou o artigo para a imprensa. Eu sintetizo isso no site Autores de Cinema (www.autoresdecinema.com.br). Quando eu vejo este tipo de crítica igual ao de "Cidade de Deus" concluo que isto que é fascismo. Exigir que a gente mostre o que eles querem... Está tudo no artigo. Se a gente não fosse com o Nascimento até o fim, se não pisássemos no acelerador, seríamos um bando de bundões. Nós trabalhamos com um universo dramático. É claro que nem tudo é como está lá, mas é preciso que a ONG tenha permissão do tráfico para trabalhar lá, por exemplo. É uma coisa ambígua e confusa, e o filme não quer julgar quem está fazendo este trabalho.

(03:19:55) Boom Shaka Laka: Na minha opinião, parte da polêmica de "Tropa de Elite" se deve ao fato de muitos considerarem o filme um documentário ao invés de um filme de ficção. Você concorda?
(03:42:03) Bráulio Mantovani: Boom Shaka Laka, é isso aí, o filme é de ficção... Fazer com realismo não significa reconstituir a realidade. As pessoas precisam entender isso.

(03:22:49) Erika: O filme é muito real, houve colaboração de pessoas que vivenciaram aquilo no roteiro do filme? Para a elaboração do filme?
(03:43:06) Bráulio Mantovani: Erika, um dos co-autores do roteiro foi do Bope (Pimentel) e esteve nas filmagens. Os atores pesquisaram como é o treino do Bope e teve uma preocupação em fazer as cenas com realismo, mas não significa que seja a realidade.

(03:43:26) Moderadora/UOL:

Bráulio Mantovani também é responsável pelo roteiro de "Cidade de Deus" (crédito: Geovanna Morcelli/UOL)

(03:29:41) Joana: Parece que hj em dia há mto mais confusão em torno do q é real, do q é ficção. A que devemos isso? Será culpa dos reality shows? Ou as pessoas estão perdendo o senso de humor e critico das coisas??
(03:44:14) Bráulio Mantovani: Joana, talvez, é interessante. Mas eu não saberia responder. Você levantou uma questão complexa que mostrou duas realidades que não acredito que sejam excludentes. Acho que os reality shows também são ficção, pois têm câmera. Quando as pessoas estão na frente de uma câmera, começam a interpretar instantâneamente. Talvez seja por uma falta de humor e senso crítico também...

(03:32:44) silvana: Vocês sabiam que o filme foi proibido nas escolas públicas?
(03:46:12) Bráulio Mantovani: silvana, ainda bem, porque se for passar nas escolas públicas, significa que o filme é pirata... Seu eu tivesse um filho de 12 anos não o levaria para ver o "Tropa de Elite". Mas proibí-lo é uma coisa de censura, tem que haver liberdade de expressão. Se tem defeitos tem que ser discutido e não proibido.

(03:42:57) Glória: Vc acha que através deste filme os governantes podem repensar a segurança no Brasil, que está caótica tanto pelos marginais, como pelos policiais?
(03:47:55) Bráulio Mantovani: Glória, acho muita pretensão achar que o filme vai mudar a política. O que ele fez foi jogar lenha na fogueira, reacendeu uma discussão. É isso que vai motivar os governantes a modificar a realidade.

(03:47:29) Moderadora/UOL:

Roteirista fala sobre a diferença entre ficção e realidade no cinema (crédito: Geovanna Morcelli/UOL)

(03:49:44) Bráulio Mantovani: Sempre tem alguém querendo aparecer. O livro "Cidade de Deus" não teve polêmica, quanto o filme. talvez porque tem um alcance menor, e com o filme houve críticas. O filme acontece no tempo, é questão de duas horas para você ver aquilo, diferente do livro. O filme anestesia o espectador. No "Cidade de Deus" houve pessoas que reclamaram porque havia humor, mas tem que ter uns momentos de descontração. Aliás, entretenimento não é pecado. Não tem nada de errado ir ao cinema para dar risada, se divertir.
(03:53:15) Bráulio Mantovani: Sobre a cena final: A idéia era que tivesse um pouco de tragédia. O Matias era um soldado que tinha uma pretensão muito grande, poderia virar advogado. Mas a situação de guerra o levou àquilo. Ela faz parte da vida de muitos policiais. E quando mudamos o ponto de vista, isto ficou mais necessário ainda. A missão do capitão Nascimento era ter um substituto, mas o seu substituto morreu e o outro não tinha o policial no coração. Então teve este rito de iniciação. E para o traficante, sabendo que vai morrer, não levar o tiro na cara é a única cremência que ele pede para não estragar o funeral. Aí mais do que nunca teria que ser na cara, partindo da lógica do personagem, claro. E o tiro foi como se fosse na cara do espectador. Eu leio isso como estarmos jogando este problema na cara de todo mundo. E acho que essa cena tem um paralelo também em "Cidade de Deus" quando o Zé Pequeno dá uma arma para o menino atirar em uma criança e diz que isso o transforma em bandido...

(03:44:08) negrone: Eu queria saber a respeito de pressões e ameaças por parte da polícia, Bráulio.
(03:56:50) Bráulio Mantovani: negrone, eu não sei exatamente dizer quais são. Não sou produtor do filme, então fico protegido. A única coisa que fiz foi participar de um com o Lobão e com um policial militar que processou o filme, mas ele perdeu. O Luiz Eduardo Soares, que foi secretário de segurança, melhorou muito a polícia e ele diz que fizeram muito, mas muito pouco para melhorar a polícia. E que é preciso repensar a polícia, o que não significa mandar embora os policiais. E usar as regras da sociedade civil e não dos militares.

(03:45:37) _NETO_GO: Bráulio Mantovani, o senhor tem muito contato com a favela?
(03:58:38) Bráulio Mantovani: _Neto_GO, não tenho agora. Já tive contato quando comecei a fazer teatro, apresentávamos muito em favela. Acho que pelo fato de eu ter tido uma vivência anterior, nasci e vivi perto da periferia, a favela Heliópolis, nunca fui muito distante desta realidade.

(03:49:47) Moderadora/UOL:

Bráulio Mantovani conversa com internautas do UOL (crédito: Priscila Gomes/UOL)

(03:46:42) Kd a bandolera 23?: Ficaram decepcionados por "Tropa de Elite" não ter sido escolhido o filme brasileiro a disputar uma indicação ao Oscar?
(04:01:11) Bráulio Mantovani: Kd a bandolera 23?, é dificil comentar porque trabalhei nos dois filmes. Sendo honesto com vocês, acho este negócio do Oscar um saco. Não vou cuspir no prato em que eu comi, uma indicação ao Oscar é uma maravilha, especialmente para a carreira. Mas esta paixão quase igual a Copa do Mundo é cansativa. Sobre a escolha, quem entende diz que são os mais velhos que dão o prêmio ao filme estrangeiro e a história de "O Ano Em Que..." faria mais a cabeça deles. Acredito que a escolha foi um pouco baseado no "jogando para ganhar". Mas os dois filmes são completamente diferentes, não tem como comparar. Pra mim fica ainda mais difícil escolher.

(04:01:18) Marcelo Tas: Qual a diferença de trabalhar para os estúdios de Hollywood?
(04:06:03) Bráulio Mantovani: Além do cachê, né? Que essa é uma diferença absurda. O que eu acho mais legal de trabalhar em Hollywood é que há um respeito pela profissão do roteirista; tanto que somos escritores, não roteiristas... Lá não é o estilo cinema de autor, existe uma tríade criativa formada pelo produtor, roteirista e diretor, como aconteceu no "Cidade de Deus" e "Tropa...". A associação de roteiristas que formei ao lado de diversos outros nomes do cinema nacional é nossa tentativa de formalizar, valorizar as relações profissionais do roteirista. Criar um mecanismo de trabalho que valorize esta profissão, dando o seu devido papel de status de autor. Atualmente ninguém quer ser roteirista, pois não aparece e ganha mal.

(03:49:40) Isabelle: O filme será lançado no exterior?
(04:06:48) Bráulio Mantovani: Isabelle, a The Weinstein Company, empresa do ex-dono da Miramax, entrou com US$ 1 milhão. Ele está com distribuição garantida no mundo.

(03:54:51) Moderadora/UOL:

Mantovani comenta indicação de "O Ano Em Que..." para representar o Brasil no Oscar 2008, filme em que também participou do roteiro (crédito: Priscila Gomes/UOL)

(03:54:02) Oaxiac Odéz: "Tropa de Elite" terá também uma versão de TV? Como estão as negociações?
(04:08:08) Bráulio Mantovani: Oaxiac Odéz, há um interesse de duas emissoras para fazer a série. O Luiz Eduardo será um dos colaboradores da série se ela acontecer. Mas nós não queremos fazer com pressa.

(03:54:37) aline: Acredita que de certa maneira "Tropa..." completa o "Ônibus 174"??
(04:11:35) Bráulio Mantovani: aline, nunca tinha pensado nisso. Para mim completava muito o "Cidade de Deus". Talvez como documentário, para o Zé Padilha tem tudo a ver. Acho que nós vivemos com medo, eu já fui assaltado e por isso durante muito tempo vivi com medo. E isto é a pior coisa, pois o medo traz o que a gente tem de pior, aquela coisa primitiva. O que o Sandro (seqüestrador do ônibus 174) fez não foi legal. Mas o medo é tanto que ninguém se importa em saber o motivo dele ter feito aquilo. Geralmente as histórias são bem interessantes, aliás... Nesse caso, por exemplo, tudo indica que a refém que ele matou provavelmente foi por um ato reflexo. Mas as pessoas quando presenciam casos como esse não querem saber de sua história, o que o levou a chegar a isso. Querem resolver da forma mais primitiva.

(03:56:35) carola: Como é fazer parte e ser responsável por grande parte do sucesso do novo cinema?
(04:14:18) Bráulio Mantovani: carola, eu fico orgulhoso do trabalho que fiz. Dei um pouco de sorte quando o Fernando Meirelles me chamou para fazer "Cidade de Deus". Nós trabalhamos juntos na televisão e ele gostou de mim e me chamou. Tive a sorte de cair em um projeto muito bom. O que acho mais legal nisso tudo é que o Fernando ajudou muito a valorizar a figura do roteirista. Ele mostrou que a figura do roteirista é importante para o sucesso de um filme. Há diretores que só ficam conversando com o roteirista e não escrevem uma linha, mas acabam assinando como co-autores. O que mais me deixa feliz neste processo todo é ver que existe uma abertura da cultura cinematográfica brasileira para valorizar esta figura. Coisa que já acontece na TV, especialmente no caso das novelas.
(04:15:21) Bráulio Mantovani: Obrigado...
(04:15:24) Moderadora/UOL: O Bate-papo UOL agradece a presença de Bráulio Mantovani e de todos os internautas. Até o próximo!

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