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01/09/2008 - 14h10

"A Erva do Rato", de Julio Bressane, tem boa recepção em Veneza

MARIANE MORISAWA

Colaboração para o UOl, de Veneza
Julio Bressane certamente ficou feliz com a primeira sessão de seu "A Erva do Rato", dentro da seção "Orizzonti" do 65o Festival de Veneza. Tanto ele quanto a co-roteirista Rosa Dias e a atriz Alessandra Negrini estavam presentes na sala PalaLido. Cerca de 200 lugares estavam ocupados, e pouca gente saiu. Para um cineasta afeito a experiências radicais de autoralidade, não é nada mau.

EFE/Claudio Onorati
Alessandra Negrini e o diretor de "A Erva do Rato", Julio Bressane em sessão de fotos
VEJA FOTOS DO 6º DIA DO FESTIVAL
"A Erva do Rato" baseia-se em dois contos de Machado de Assis: "A Causa Secreta" e "Um Esqueleto". Os personagens são chamados apenas Ele (Selton Mello) e Ela (Alessandra Negrini). Os dois se encontram num cemitério, onde ela passa mal e desmaia. Logo mais, estão morando juntos.

A relação que se estabelece entre eles é estranha. Ela copia os textos que Ele dita, em cadernos que vão se empilhando pelos cantos. Do ditado passam às fotos eróticas. Um rato aparece na casa, roendo as imagens e levando Ele à loucura. Mas o bicho conta com a cumplicidade da mulher.

Bressane mantém o estilo irônico machadiano, perfeito para a interpretação de Selton Mello. A fotografia de Walter Carvalho, para variar, é uma atração a mais. "A Erva do Rato" é uma comédia aguda, daquelas que provocam um riso que não faz o espectador se sentir bem. Pelo contrário.

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