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19/05/2010 - 07h00

Em novo filme, personagem de Cléo Pires encontra consolo em Malvino Salvador

ANDRÉ GORDIRRO
Colaboração para o UOL, do Rio
  • Malvino Salvador e Cléo Pires protagonizam o filme ''Qualquer Gato Vira-lata tem uma Vida Sexual mais Sadia que a Nossa''

    Malvino Salvador e Cléo Pires protagonizam o filme ''Qualquer Gato Vira-lata tem uma Vida Sexual mais Sadia que a Nossa''

Em uma boate da zona sul do Rio de Janeiro, Malvino Salvador e Cléo Pires dançam juntinhos, ela dá um passo em falso alegando ter bebido demais e ele, cavalheiro, sugere que é melhor levá-la para casa. A cena faz parte do longa-metragem ''Qualquer Gato Vira-lata tem uma Vida Sexual mais Sadia que a Nossa'', adaptação da peça homônima cujas filmagens terminam na próxima semana e tem previsão de lançamento em janeiro de 2011. UOL Cinema esteve presente no set e conversou com os protagonistas e o diretor Tomas Portella, que estréia na função após sido diretor assistente de ''O Bem Amado'' e assistente de direção de ''Ensaio Sobre a Cegueira'', ''Meu Nome não é Johnny'' e ''O Incrível Hulk''. A produção é de Pedro Rovai e LG Tubaldini Jr.

Vista por 1milhão de pessoas em mil representações, a peça de Juca de Oliveira conta a história de Tati (Cléo Pires), uma estudante de Direito em crise por perder o namorado, Marcelo (Dudu Azevedo). Ela aceita ser cobaia de Conrado (Malvino Salvador), professor de Biologia e defensor da tese de que o comportamento animal leva a costumes sexuais melhores que os nossos. Ele só não previa que acabaria se apaixonado por Tati e indo contra seus próprios princípios científicos.

  • Divulgação

    Cléo Pires dá vida a Tati, uma estudante que foi abandonada pelo namorado, interpretado por Dudu Azevedo

Curiosamente, Cléo Pires e Malvino Salvador não viram a peça original. “Acho que foi bom porque posso vir com minhas próprias ideias. Eu sou muito palpiteira”, brinca a atriz, que já conhecia o diretor Tomas Portella de ''Meu Nome não é Johnny'' e, portanto, se sentiu à vontade para dar seus ''pitacos''. Malvino tinha uma pequena relação com o texto antes. “Fui chamado para uma remontagem de 'Qualquer gato Vira-lata tem uma Vida Sexual mais Sadia que a Nossa', mas não pude aceitar porque estava em novela.”

A cena que UOL Cinema viu ser rodada na noite de segunda-feira, 17 de maio, não está na peça de Juca de Oliveira. “Renovamos o texto, que na época falava de coisas como 'ginástica aeróbica' e tornamos o ex-namorado da Tati um surfista, para dar uma cara bem carioca ao filme”, explica Portella. Na cena que presenciamos, Tati apresenta seu mundo para o professor, que já está a fim dela, e perde um pouco a linha na pista de dança, criando um clima entre os dois. Em meio a 70 figurantes indisciplinados, que insistiam em conversar e arruinar a captação de som, Cléo teve que aguentar horas em cima de um salto alto, enquanto Malvino prontamente revia sua performance entre cada tomada. “É bom para entender o que estamos fazendo, como o corpo está interpretando”, diz o ator, aplicado. Cléo também tem motivos para estar com as (belas) pernas cansadas: está escolhendo um novo apartamento na Barra da Tijuca, próximo ao Projac. “Ainda não me decidi, sou muito picky (meticulosa). Provavelmente vão sobrar uns três lugares que visitarei várias vezes até me decidir”. Um comportamento científico que o professor Conrado certamente aprovaria.
 

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