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30/08/2010 - 07h04

Diretor do sucesso "A Mulher Invisível", Cláudio Torres prepara nova comédia

ALYSSON OLIVEIRA
Especial para o UOL, do Cineweb
  • O diretor Cláudio Torres ao lado de Wagner Moura no set de O Homem do Futuro

    O diretor Cláudio Torres ao lado de Wagner Moura no set de "O Homem do Futuro"

Quem correr os olhos na filmografia do carioca Cláudio Torres, pelos títulos de seus últimos trabalhos, achará que um de seus gêneros favoritos é a ficção científica. E não estará errado. Basta checar “A Mulher Invisível” e agora “O Homem do Futuro”, que ele filma nos estúdios da cidade de Paulínia (SP). Mas o cineasta gosta de combinar esse gênero com outro, a comédia romântica.

“Filmes nascem de premissas. E a premissa que me veio à cabeça foi: o que diria para eu mesmo se pudesse me encontrar 20 anos mais jovem? Que consequências isso traria na vida que eu tive?”, conta Torres em entrevista ao UOL Cinema, explicando a origem de seu novo trabalho. A partir daí, ele escreveu o roteiro de “O Homem do Futuro”, que deve chegar aos cinemas no segundo semestre de 2011, e tem Wagner Moura (“Tropa de Elite”), no papel-título.

O personagem foi escrito para o ator e, segundo o diretor, Moura deverá surpreender a todos que estão acostumados a vê-lo em trabalhos mais dramáticos. “Na comédia, ele se dá tão bem quanto no drama, porque ele sempre busca o humano. Wagner é um ator realmente maravilhoso, extraordinário, eu diria. Um astro que não é estrela - é gente. E isso imprime na tela”.

Além de Moura, o elenco também conta com Maria Luiza Mendonça e Alinne Moraes, no papel da amada do protagonista. “O filme é a história de um homem que volta para o passado e vê a chance de mudar a sua vida. Ele era gago e sem graça, e a menina que amava era a mais bonita da escola. Agora, ela é modelo, ele, professor de faculdade. Quando ele muda coisas no passado, altera o presente e atrapalha tudo”, antecipa a produtora do filme, Tatiana Quintella.

Para o diretor, fazer comédia é a possibilidade de levar o público a pensar. “Acho comédia um gênero subestimado pela critica e pela academia, porém adorado pelo publico. É assim no mundo inteiro. Adoro trabalhar rindo, adoro ver a plateia rir e adoro rir da vida. Você ri porque pensa. Então vou pensando o mundo na forma de comédia”. Mas ele também não descarta a possibilidade de trabalhar com outros gêneros. "Gostaria de fazer uma ficção científica a sério ou uma aventura. Dos dramas eu tenho medo. Admiro a coragem do José Padilha e do Fernando Meirelles, estes caras não têm medo do abismo e fazem filmes sensacionais que mudam o país. Eu fujo dos temas mais pesados. Ou, pelo menos, tento abordá-los de uma maneira mais bem humorada”.

Apesar do grande sucesso de “A Mulher Invisível” no ano passado, com 2,3 milhões de ingressos e a segunda maior bilheteria nacional de 2009, o diretor confessa que ainda não tem a verba completa para finalizar “O Homem do Futuro”. “Estamos procurando empresas que queiram associar a sua marca a um filme divertido. Ele vai fazer bilheteria”, promete.

Trabalhando no quarto longa de sua carreira (além de ter dirigido o episódio "Diabólica" dentro da obra coletiva "Traição), o diretor confessa que aprendeu seu ofício na prática. “Uma coleção de erros e acertos fazem com que você lide com as adversidades sem lutar contra elas”, acredita. Uma das lições que tirou foi que “o publico gosta de entender cedo se é para rir, chorar ou se apavorar. Uma vez estabelecido isso, ele está livre para desfrutar e eventualmente ser até surpreendido”.

Torres também confessa que não tem planos de trabalhar no exterior, mesmo com a possibilidade de um remake americano de “A Mulher Invisível”. “A Warner comprou os direitos para a versão americana . Não sei se vão chegar a fazê-lo. Não gostaria de filmar como diretor lá fora. Quero filmar no Brasil, na minha língua, com meus amigos, perto dos meus filhos e da minha família”. Tanto que nem se anima a arriscar um palpite para o elenco da possível refilmagem. “Não consigo pensar em ninguém. Teriam que ser pessoas com tanto talento como o Selton [Mello] ou com a mesma aura da Luana [Piovani], o que, convenhamos, não é muito fácil de se encontrar por aí”.

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