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10/09/2010 - 07h02

"Fiquei noites sem dormir antes de aceitar o papel de Capitão America", diz Chris Evans

ALESSANDRO GIANNINI
Enviado especial a Shepperton, Inglaterra *
  • Chris Evans e Hugo Weaving na Comic Con 2010, em julho, no painel sobre Captain America: The First Avenger

    Chris Evans e Hugo Weaving na Comic Con 2010, em julho, no painel sobre "Captain America: The First Avenger"

Localizados a uma hora de Londres, na Inglaterra, os Estúdios Shepperton abrigam no momento duas grandes e esperadas produções: "The Invention of Hugo Cabret", novo filme de Martin Scorsese, e "Captain America: The First Avenger", de Joe Johnston. O UOL Cinema esteve nessa fábrica de sonhos, cujos galpões foram cenário de grandes momentos do cinema, como por exemplo a cerimônia final do primeiro "Guerra nas Estrelas" (1977). Foi lá também que a reportagem conheceu detalhes do novo filme da Marvel em parceria com a Paramount, mais um capítulo na saga dos Vingadores - o grupo de super-heróis cujo filme coletivo foi anunciado na última Comic Con. A estreia está prevista para 22 de julho de 2011.

Na visita, durante o 43º dia de filmagem de 90 previstos, ficaram mais claros os detalhes da história de Steve Rogers, o jovem e patriota americano que se oferece como voluntário para uma experiência no Exército dos EUA, durante a 2a. Guerra Mundial, e se transforma no Capitão América. Kevin Feige, produtor da Marvel e cérebro por trás dessas produções, destrinchou a trama do filme. Chris Evans e Hugo Weaving, respectivamente caracterizados como o Capitão America e o Caveira Vermelha, também falaram sobre seus personagens. E a reportagem assistiu a uma cena em que os dois personagens interagem no Hydra Plane, uma fortaleza voadora que é também o quartel-general do vilão. Os detalhes de todas as entrevistas só poderão ser conhecidos no ano que vem, em função de um embargo proposto pela distribuidora estrangeira, que visa preservar os principais pontos da história para o espectador.

  • O Capitão America dos quadrinhos na série "Os Supremos" inspirou um dos uniformes do filme

Nesta quinta (9), vazaram na rede algumas fotos roubadas no interior dos estúdios ingleses. O ator que circula com um dos quatro uniformes que o Capitão América enverga durante todo o filme é o "stand in" - um dublê usado nos ensaios e nas cenas em que não há necessidade de primeiros planos - de Chris Evans. O uniforme, até o momento objeto de muitas especulações, lembra muito o que o personagem usa na série "Os Supremos", como na foto ilustrativa.

O ator, aliás, passa por muitas transformações no filme, que mostra a origem do patriótico herói americano de um jovem franzino obcecado pela ideia de combater em favor de seu país ao herói de poderes quase sobrenaturais adorado pelos americanos. "Será mesmo um filme de época", diz Feige, em entrevista a um grupo de jornalistas de várias partes do mundo do qual o UOL Cinema fez parte. "O filme todo será ambientado no início dos anos 40. Mas a guerra, bem, não será exatamente 'a' guerra mundial, mas uma elaboração ficcional dela."

Ainda segundo Feige, no primeiro terço da história, até o momento em que Rogers aceita passar por uma experiência secreta promovida pelo Exército americano, Evans será retratado como um jovem franzino. O método usado foi explicado pelo supervisor de efeitos especiais, Christopher Towsend, que mostrou testes em que apenas a cabeça do ator apareceria no corpo de um outro ator de compleição física mais magra. E, em outro teste, o corpo do próprio Evans passaria por uma espécie de ferramenta de maquiagem digital para ser encolhido. "Optamos por preservar a interpretação dele, em vez de fazer essa colagem", disse o técnico, em uma rápida explicação sobre o método.

Evans, que está em seu sexto filme como personagem de histórias inspiradas em quadrinhos, depois de duas aparições como Tocha Humana em "Quarteto Fantástico", uma em "Tartarugas Ninja", uma em "Os Perdedores" e outra em "Scott Pilgrim Contra o Mundo", disse que queimou muita pestana antes de aceitar o papel de Steve Rogers/Capitão America. "Fiquei noites sem dormir antes de decidir se aceitaria ou não", disse ele. "Foi uma decisão difícil, até porque já passei por isso, não sabia como os fãs iam reagir e, também, é algo com que terei de conviver até os meus 40 anos. Não é algo muito fácil. Mas acho que vale a pena."

* (O jornalista viajou a convite da Paramount Pictures do Brasil)

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