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10/02/2008 - 16h46

Berlinale apresenta novo filme de Isabel Coixet "Elegy", com Penélope Cruz

BERLIM, 10 Fev 2008 (AFP) - A 58ª edição do festival de cinema de Berlim contou com a presença nesse domingo da diretora espanhol Isabel Coixet, com seu novo longa metragem "Elegy", adaptação de um romance do americano Philip Roth e protagonizado por Penélope Cruz e Ben Kingsley.

Penélope interpreta Consuela Castillo no filme, uma estudante de uma rica família cubana que se envolve com seu professor de literatura, David Kepesh (Ben Kingsley), nessa que é a oitava película exibida na Berlinale, das 21 que competem.

Coixet, que também adaptou e produziu o filme, é baseado no romance "The dying animal" de Philip Roth, que não participou da produção do roteiro.

A diretora foi convidada para esse filme após dirigir "Minha Vida Sem Mim", em 2002, que também possui um roteiro adaptado.

"Quando soube que ia adaptar Philip Roth, me deu medo, e quando me disseram que Ben Kingsley e Penélope Cruz iam atuar no filme, me deu ainda mais medo, era um autêntico desafio", explicou Isabel Coixet em uma disputada coletiva de imprensa.

Ao ser perguntada sobre a escolha de não mostrar no filme a maioria das cenas de sexo descritas por Roth, Isabel Coixet responder que "mostrar cenas de sexo explícito não era pertinente".

Apesar de "Elegy" não mostrar boa parte do teor sexual de Roth, ele é bastante fiel ao espírito ácido do autor, grande observador da vida americana em mais de 30 romances, como "Complexo de Portnoy" e "A marca humana".

O tom provocador de Roth impregna os diálogos entre o professor e seu melhor amigo e companheiro de partidas de squash, interpretado por Dennis Hopper.

Contudo, depois de conservar sua vida independente, o David Kepesh se envolve em uma relação marcada pelo medo que Consuela lhe deixe por um homem mais jovem.

Nesse momento, o filme de Coixet é marcado por clichês. O herói suspira em sua escura casa pela hipotética perda de sua musa com rosto angelical.

Em seu papel de objeto de desejo, Penélope Cruz, que não se esforça em usar um sotaque cubano, volta ao seu papel de latina sedutora.

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