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23/08/2010 - 18h35

Veneza prepara holofotes para a Bienal de Arquitetura e Cinema

VENEZA -A fascinante cidade de Veneza prepara os holofotes para a inauguração, no fim do mês, de dois eventos de relevância internacional: a Bienal de Arquitetura e a Mostra Internacional de Cinema. O principal encontro da arquitetura mundial, de 29 de agosto a 21 de novembro, será dirigido pela primeira vez pela arquiteta japonesa Kazuyo Sejima, ganhadora este ano do prestigiado prêmio Pritzker e tem como fio condutor o tema "As pessoas encontram a arquitetura".

Nos magníficos e amplos espaços de exposição da Arsenale, antiga fábrica de barcos venezianos e nos pavilhões nacionais dos Jardins se celebra a megaexposição, que contará com a participação de 48 escritórios de arquitetura de todo o mundo em sua mostra principal.

Completarão o evento os cerca de 50 pavilhões nacionais instalados na área dos Jardins.

Entre aqueles que despertam curiosidade está o do Chile, que dedicará seu espaço à reconstrução, após os devastadores terremoto e maremoto de 27 de fevereiro de 2010.

O pavilhão chileno, cercado de polêmica desde antes de sua abertura, ficará a cargo do arquiteto Sebastián Gray e apresentará 17 propostas arquitetônicas, urbanísticas e sociais para um país sujeito a catástrofes naturais.

Sob o título "8.8", em alusão à magnitude em escala Richter do tremor, o país sul-americano fará um convite à reflexão sobre as diferentes formas de enfrentar a destruição, o medo e a morte gerados por um evento destas proporções.

Pela primeira vez estarão representados na Bienal de Arquitetura países como Albânia, Bahrein, Irã, Malásia, Marrocos e Ruanda, com a intenção de responder à pergunta-chave do evento: chegar e sentir as pessoas.

"Quero que a Bienal, como a cidade, não seja um lugar para se exibir, mas para trocar sensações e ideias", afirmou a esquiva Sejima, na única entrevista concedida até agora à imprensa italiana.

"Talvez vamos contar com menos projetos e maquetes, mas com mais sentimentos entre projetistas e visitantes", acrescentou.

Além de percorrer os três mil metros quadrados da exposição, divididos em blocos, os visitantes poderão participar de vários eventos paralelos, entre eles os "Sábados da arquitetura", com colóquios e debates com personalidades de renome, entre os quais Vittorio Gregoretti e Richard Burdett.

Uma sala especial estará dedicada ao arquiteto italiano Renzo Piano, um dos mais prolíficos das últimas décadas e que assina, entre outros, o chamativo Centro Pompidou (Beaubourg) de Paris.

Entre os convidados estarão o influente holandês Rem Koolhaas, que receberá durante a cerimônia de inauguração o Leão à Carreira 2010, bem como o americano Frank Gehry, que apresentará seu projeto para a Fundação Luma, na cidade framcesa de Arles.

Enquanto isso, o mundo do cinema se prepara para a inauguração, em 1º de setembro, do Festival de Veneza, que será celebrado nas lendárias praias do Lido.

No total, 83 filmes foram selecionados para as quatro seções oficiais, 23 deles na mostra competitiva, na qual competem, entre outros, o chileno Pablo Larraín, com "Post Mortem", e a americana Sofia Coppola, com a comédia dramática "Somewhere".

A mostra competitiva será inaugurada com a exibição do filme "Black Swan", do genial cineasta nova-iorquino Darren Aronofsky e protagonizada por Natalie Portman.

O "festival-laboratório", como o qualificou seu diretor, Marco Muller, apresentará nesta edição uma nova geração de cineastas com menos de cinquenta anos, disposta a romper com padrões e receitas.

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