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01/04/2008 - 17h43

Ainda não foi ao ar filme que mostra Venezuela pré-referendo

Da Ansa
ROMA, 1 ABR - Quatro meses depois do referendo sobre a reforma constitucional na Venezuela e mais de seis meses depois de sua realização, o documentário "A Ameaça" ainda não foi ao ar. Mesmo com os direitos de transmissão adquiridos pelo canal RAI 1 da Itália, a produção candidata ao prêmio (da Academia Italiana de Cinema) de melhor documentário de longa-metragem em 2008 ainda espera por uma chance.

Realizado pela jornalista Silvia Luzi e pelo diretor Luca Bellino, com produção da Suttvuess, o documentário foi gravado na metade de 2007 dentro de uma viagem do leste ao oeste da Venezuela. No trajeto, as imagens captavam um país dividido, suspenso entre a excitação de uma revolução em curso e o medo de um escorregão totalitário.

"O filme é uma tentativa de restituir uma leitura não ideológica da Venezuela no momento da consolidação da revolução bolivariana", dizem os realizadores.

Eles acompanham o carismático presidente Hugo Chávez rumo à reserva petrolífera de Orinoco, a mais vasta do mundo, em uma viagem de contrastes. Chávez canta Domenico Modugno, voa sob os campos de petróleo com seu helicóptero militar, conduz seu programa "Alô, Presidente" ao vivo por oito horas, e ainda mostra os aviões comprados da Rússia em uma base secreta venezuelana.

Mas o grupo também abandona o lado oficial do país para adentrar no cotidiano de uma sociedade complexa, de zonas pobres onde a vida "não vale nada", de clubes exclusivos com vistas para as favelas, as calçadas do Consulado italiano onde os velhos imigrantes esperam na fila pelo passaporte.

"O nosso percurso é dividido em dois momentos: a inicial fascinação por uma revolução tão esperada quanto contraditória e, depois, a tomada de consciência no sentido de que não há mais espaço, talvez, para a ideologia a serviço da política", concluem.


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