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27/08/2008 - 15h01

Diretora chinesa apresenta retrato da China sob ótica feminina

VENEZA, 27 AGO (ANSA) - "Todas as coisas têm dois lados, como uma folha de papel", afirma a cineasta chinesa Emily Tang Xiaobai, "o verdadeiro e o falso, a verdade e a mentira, o passado e o futuro. As coisas nunca são lineares, mas muitas vezes contraditórias. Tudo está ligado, as coisas se influenciam mutuamente e estão unidas por um destino comum".

"Sempre existirão dois lados", conclui a diretora de "Perfect Life" (2008), segundo filme surpresa da Seção Horizontes da 65º Mostra Internacional de Cinema de Veneza, anunciado esta manhã.

"'Perfect Life' é construído sobre a união de ficção e material documentário", conta a diretora, "o que me interessa não é experimentar, mas explorar a tensão e a ação dramática que nasce de contatos casuais entre ficção e realidade. Esse filme não é só uma história de um ou dois personagens, é uma história que eu gostaria que conseguisse abrir novas perspectivas sobre a nossa sociedade".

Emily Tang Xiaobai, que já havia assinado "Conjugation" (2001), filme chinês que analisava a situação depois do massacre da Praça da Paz Celestial, em junho de 1989, conta em "Perfect Life" o caminho de duas mulheres, uma pobre e a outra rica, que se cruzam em um momento crucial de suas vidas. Duas mulheres muito diferentes e que não se conhecem, mas cujo passado e futuro poderiam ter muito em comum.

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