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10/05/2010 - 12h13

Lena Horne, uma das primeiras atrizes negras de Hollywood, morre aos 92 anos

  • Lena Horne, uma das primeiras mulheres negras contratadas por estúdios de Hollywood, é vista em foto dos anos 1950

    Lena Horne, uma das primeiras mulheres negras contratadas por estúdios de Hollywood, é vista em foto dos anos 1950

Lena Horne, cantora de jazz e atriz, morreu aos 92 anos no domingo (9), em um hospital de Nova York. Sua assessora, Gloria Chin, não divulgou maiores detalhes. Horne, nascida no Brooklin em 30 de junho de 1917 e conhecida pela beleza e sensualidade, tinha uma ideia crítica do que a levou a fazer sucesso. "Eu era um tipo de negra que as pessoas brancas conseguiam aceitar", disse. "Eu tive o pior tipo de aceitação por que não era por eu ser muito incrível ou pelo que eu contribuí. Era por causa da minha aparência". 

Nos anos 1940, ela foi uma das primeiras cantoras negras contratadas para cantar com uma grande banda e a ter um contrato com Hollywood. Em 1943, o estúdio MGM a emprestou à Fox para o papel de Selina Rogers no musical ''Stormy Weather", em branco e preto. A canção do filme, cantada por ela, se tornou um hit. Nas telas, nos discos, nas boates e nas salas de espetáculo, Horne se mostrou versátil, cantando blues, jazz e canções conhecidas com ''The Lady is a Tramp''. Em seu primeiro sucesso na Broadwary, em "Jamaica", de 1957, foi chamada pelo crítico Richar Watts Jr. de "uma das grandes performers do nosso tempo".

Mas Horne se declarava frustrada com o racismo. "Eu sempre lutei contra o sistema para estar com o meu povo. Eu não iria trabalhar em lugares que nos queriam fora...Era uma luta em todo lugar em que eu estava, que trabalhava, em Nova York, em Hollywood, no mundo todo". disse no livro de Brian Lanker, cujo título em inglês é "I Dream a World: Portraits of Black Women Who Changed America ("Eu Sonho por um Mundo: Retratos de uma Mulher Negra que Mudou a America", em tradução livre).

Enquanto esteve na MGM, estrelou filmes como "Cabin in the Sky", em 1943, mas na maioria de seus filmes, ela apareceu em números musicais que pudessem ser cortados em locais onde houvesse intolerância racial sem afetar a história. Isto inclui "I Dood It", comédia de Red Skelton; "Thousands Cheer" e "Swing Fever", em 1943; "Broadway Rhythm" em 1944; e "Ziegield Follies'' em 1946.

Em 1981, seu show na Broadway "Lena Horne: The Lady and Her Music" ganhou um prêmio Tony. Quando Halle Barry se tornou a primeira mulher negra a ganhar o Oscar de melhor atriz, em 2002, ela disse: "Este momento é dedicado a Dorothy Dandridge, Lena Horne, Diahann Carroll...é para todas as mulheres negras que agora tem a chance por que agora esta porta foi aberta".
 

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