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09/05/2008 - 14h21

Nasa homenageia 40 anos de "2001: Uma Odisséia no Espaço"

Washington, 8 mai (EFE).- A Nasa homenageou hoje "2001: Uma Odisséia no Espaço", um filme que em sua estréia, há 40 anos, previu muitos dos avanços que agora são uma realidade na pesquisa espacial.

Esse filme, dirigido por Stanley Kubrick, "o filme despertou a imaginação e forneceu uma previsão realista sobre como poderia ser o nosso futuro", afirmou a agência espacial em seu site na internet.

"Quando o filme estreou há 40 anos, viver e trabalhar no espaço por tempo integral era ficção científica", disse a Nasa.

Atualmente, há três ocupantes na Estação Espacial Internacional (ISS) 365 dias ao ano. Eles controlam um dos projetos de engenharia mais complexos da história.

A estação nos ajuda a ampliar os horizontes da ciência, a tecnologia e a engenharia do século XXI, acrescentou.

No filme, baseado no conto "A Sentinela" do escritor inglês Arthur C. Clarke, o astronauta e cientista David Bowman realiza uma missão na busca de um estranho monólito encontrado na Lua.

A história se passa em 2001, quando a busca de Bowman o leva a uma órbita em torno do planeta Júpiter.

Na nave "Discovery", como um dos astronautas veteranos da Nasa, Bowman mantém contato com um companheiro de tripulação e um supercomputador chamado HAL-9000.

Este computador sofre uma imperfeição que causa a morte do companheiro de tripulação de Bowman, que deve utilizar toda a sua astúcia e inteligência para vencer o computador e recuperar o controle da nave.

"2001: Uma Odisséia no Espaço" mostra uma versão fictícia do futuro no espaço, "grande parte do que está no passado", diz a Nasa.

Para os cientistas da agência espacial americana, uma das cenas mais notáveis do filme é a enorme estação que viaja em uma órbita baixa sobre a Terra.

Essa estação espacial tinha a aparência de uma roda dupla unida por um eixo central e contrasta com a da ISS, cuja forma se assemelha mais a de uma borboleta cujas asas são os painéis solares que lhe fornecem energia.

Mas, embora a forma seja diferente, nos dois casos as estações têm tripulação e são internacionais, explicou a Nasa.

No entanto, essa não foi a única visão futurista que os produtores do filme tiveram.

Havia também monitores de tela plana, algo que naquela época era coisa de ficção científica, nem sequer sendo comentado.

O filme também previu as cabines transparentes das naves e os recursos de diversão e entretenimento para as - muito longas- viagens ao espaço.

"Hoje existem os DVDs, os iPod e os computadores portáteis, com acesso a e-mail", esclarece a Nasa.

A agência espacial aponta uma das cenas mais memoráveis do filme na qual Bowman, o personagem central, se exercita.

"A bordo da Estação Espacial Internacional isso já é rotina. Em abril de 2007, a mais de 350 quilômetros da Terra e enquanto estava em órbita, a astronauta Sunita Williams correu a maratona de Boston", lembra.

A Nasa admite que algumas coisas mencionadas no filme, como a colonização da Lua, ainda não ocorreram.

Mas também lembra que já tem planos para retornar ao satélite natural da Terra em 2020, de manter um posto permanente ali e depois continuar as viagens tripuladas a Marte e outros planetas.

Por outro lado, há outras idéias como os hotéis em órbita e viagens turísticas rotineiras ao cosmos que mesmo não tendo sido concretizados, já são planejadas por empresas privadas, revelou.

"Neste momento em que terminamos a construção da ISS, estamos trabalhando para retornar à Lua e depois ir a Marte e além. Somos parte do maravilhoso futuro que visionários como Arthur C. Clarke e Stanley Kubrick imaginaram há 40 anos", disse a Nasa.

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