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27/02/2009 - 20h04

Cineasta luso lança vinho e divulga cenário de novo filme

Peso da Régua - O vinho em homenagem ao centenário do cineasta português Manoel de Oliveira foi lançado nesta sexta-feira, na região do Douro (norte de Portugal), o palco escolhido pelo diretor para o seu próximo filme, a partir de abril.

AP
O diretor português Manoel de Oliveira durante o Festival de Berlim

Manoel de Oliveira selecionou o Museu do Douro para lançar o vinho produzido na sua Quinta da Portelinha, localizada em Santa Marta de Penaguião, e escolheu também a cidade do Peso da Régua para filmar o seu próximo filme.

O mais antigo cineasta do mundo em atividade quer retornar ao Douro, até abril, para filmar "O Estranho Caso de Angélica", uma produção que vai contar com o apoio do Museu do Douro.

Sem querer dar muitos detalhes sobre o seu novo trabalho, o cineasta apenas disse que a trama de "Angélica" é passada de 1950 para a atualidade.

"Pensei nisso no período de guerra do Hitler. Agora estamos num período também agressivo, com o terrorismo e com este descalabro financeiro do mundo. Estamos numa época difícil e essa dificuldade recai sobre uma personagem, que não é do Douro e vem para o Douro", disse.

Apreciador declarado dos vinhos da Região Demarcada do Douro, Oliveira sempre foi atraído pelo local, que inspirou o longínquo "Douro, Faina Fluvial" (1931) até o mais recente "Vale Abraão" (1993).

Vinho

Da autoria do enólogo João Nicolau de Almeida, a garrafa do Vinho do Porto "100 - Centenário de Manoel de Oliveira" é um Tawny 100 anos, que envelheceu em um único barril. Foram produzidas apenas 300 garrafas, que serão vendidas a 500 euros cada, cerca de R$ 1.500.

"É um vinho notável e é uma herança que a minha mulher teve dos seus antepassados", disse o cineasta.

Para Manoel de Oliveira, este vinho "representa um prêmio", até porque foram os seus filhos que estimularam a ideia de fazer vinho centenário.

O cineasta conta que tudo começou quando, "há dez ou quinze anos", ofereceu uma garrafa do vinho a um dos seus melhores amigos, Fernando Nicolau de Almeida, o pai do enólogo João Nicolau de Almeida.

"Naquela altura, o pai Nicolau escreveu-me uma carta em que dizia: Isto é um vinho de museu", salientou. Para João Nicolau de Almeida, este vinho representa "uma viagem pela história do Douro".

Das características do vinho, o enólogo salientou "a cor excepcional, que se revela de várias tonalidades, o aroma de uma complexidade fora de série, o gosto, e volume de mel e o final de boca que faz com que fiquemos o dia inteiro a pensar nele".

O enólogo disse ainda que este "produto exclusivo" envelheceu numa adega construída em 1776, num ambiente sombrio e ideal para assegurar ao vinho uma evolução tranquila e saudável.

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