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WikiLeaks vaza mais de 30 mil documentos da Sony após ataque hacker

Assange acena ao chegar para seu julgamento na Suprema Corte, em Londres, em 2012 - Miguel Medina/AFP
Assange acena ao chegar para seu julgamento na Suprema Corte, em Londres, em 2012 Imagem: Miguel Medina/AFP

De Nova York

17/04/2015 08h15

Cinco meses após o escândalo provocado por hackers que roubaram arquivos dos computadores da Sony Pictures, o WikiLeaks publicou nesta quinta-feira (16) mais de 30 mil documentos que podem ser acessados facilmente pelo público.

No total, o site de Julian Assange colocou à disposição do público 30.287 documentos da Sony Pictures Entertainment (SPE), 173.132 e-mails e mais de 2.200 endereços eletrônicos do grupo.

"Estes arquivos revelam as engrenagens de uma influente multinacional. São dignos de interesse. Isto pertence ao público e o WikiLeaks vai garantir que seja assim", assinalou Assange, que vive na embaixada do Equador em Londres para evitar uma deportação à Suécia, onde é acusado de estupro.

Em novembro passado, a Sony Pictures, filial do grupo japonês Sony, foi vítima de um ciberataque que roubou dados pessoais de 47 mil pessoas, incluindo funcionários, executivos e artistas ligados à companhia, além de documentos financeiros e até roteiros.

Os hackers teriam exigido da Sony Pictures que renunciasse à exibição da comédia "A Entrevista", uma sátira sobre o líder norte-coreano, Kim Jong-Un, e Washington acusou a Coreia do Norte de estar por trás do ataque.

O filme foi depois lançado em um circuito limitado.

"Agora, publicados sob um formato que permite buscas, os arquivos da Sony oferecem uma rara visão das engrenagens de uma grande multinacional repleta de segredos", diz Assange ao apontar para as atividades de lobby do grupo e suas conexões com o Partido Democrata dos Estados Unidos.

Os documentos revelados pelo Wikileaks contêm detalhes da estratégia de pressão pública da Sony, suas relações com políticos e estratégias de negócio.

A Sony respondeu com um comunicado em que criticou a publicação de uma informação privada que foi obtida mediante um "ato criminoso".

*Com informações da Efe

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