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Filmes e séries


Ator Ênio Gonçalves morre em SP; velório é aberto ao público

Do UOL, em São Paulo

05/10/2013 18h24

O ator e diretor Ênio Gonçalves morreu, aos 70 anos, na manhã deste sábado (5) em São Paulo, vítima de falência renal. O artista já está sendo velado no cemitério do Araçá, na zona oeste da capital paulista, em cerimônia aberta ao público, segundo informações do local.

O corpo será cremado às 11h de domingo no Crematório Vila Alpina, na zona leste da cidade. Ênio estava internado no hospital Sancta Maggiore, no bairro Paraíso. Ênio foi casado com as atrizes Miriam Mehler e Maria Isabel de Luzandra. Atualmente, vivia com a também atriz Maura Faustino. Ele deixa duas filhas, Fernanda e Manuella Gonçalves.

Ênio concorre a prêmios na mostra Première Brasil do Festival de Cinema do Rio com os filmes "Terno" e "O Homem Sensorial" --o resultado será conhecido no próximo dia 10.

O começo
Nascido em agosto de 1943 no Rio Grande do Sul, Ênio se formou em jornalismo e trabalhou em mais de 40 filmes, 20 novelas e atuou em 50 peças de teatro.  
 
Estudou direção de cinema no Centro Experimental de Cinematografia, em Roma, na Itália, e estreou no teatro em "Toda Nudez Será Castigada", sob direção de Ziembinski. Escreveu mais de 20 peças, entre elas, "Pedro e Domitila", "Cachorro!", "Até as Orelhas", e fez adaptações de obras literárias, como "Soroco, Sua Mãe, Sua Filha", de Guimarães Rosa, e "Sonata" de Érico Veríssimo.
 
Entre os filmes de seu currículo estão "Filme Demência" (1985), "Anjos do Arrabalde" (1987) e "Garotas do ABC" (2004) --este último de Carlos Reichenbach, com o qual conquistou o troféu Candango de melhor ator do Festival de Brasília, em 2003. Também recebeu dois prêmios no Rio Cine Festival, como protagonista do longa "Filme Demência" e do curta "Com o Andar de Robert Taylor".
 
Na TV apareceu em "Pedra Sobre Pedra" e "Páginas da Vida", da TV Globo, mas também atuou na Bandeirantes e na Cultura, além das extintas Tupi e Manchete. Ele dirigiu peças como o espetáculo "Cachorro!", indicado ao Prêmio Shell, em 2000.