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Oscar de melhor ator: Conheça Carell, Keaton, Redmayne, Cumberbatch, Cooper

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Bradley Cooper, Steve Carell, Benedict Cumberbatch, Eddie Redmayne e Michael Keaton, indicados ao Oscar de melhor ator Imagem: Divulgação

Pedro Caiado

Do UOL, em Londres (Inglaterra)

11/02/2015 06h01

A cerimônia do Oscar 2015 promete boas surpresas, e uma delas pode ser na categoria de melhor ator, que está muito concorrida este ano. Entre os cinco nomes da lista, quatro nunca foram indicados anteriormente.

Os britânicos Eddie Redmayne e Benedict Cumberbatch, que se juntam a Michael Keaton e à surpresa da vez, Steve Carell, são os novatos que se juntam ao "veterano" Bradley Cooper. Conheça os possíveis vencedores da estatueta na cerimônia do dia 22 de fevereiro e vote no seu preferido.

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Steve Carell, 52 ("Foxcatcher")

O ator americano tem um rosto próprio para a comédia. E foi através delas que Steve Carrell se tornou conhecido. Sua revelação foi ao lado de Jim Carrey no engraçado filme “Todo Poderoso” (2003), em que vivia um âncora de TV. Logo após, vieram "O Virgem de 40 Anos" e o escrachado "O Âncora", que estabilizaram o ator como grande nome da comédia em Hollywood. Em 2006, Carrell também mostrou habilidade dramática em "Pequena Miss Sunshine", porém sem o devido reconhecimento da Academia. Quase dez anos depois, em "Foxcatcher", Carrell prova novamente seu talento dramático.

No filme de Bennett Miller, baseado em uma história real, ele vive John du Pont, um milionário problemático responsável pelo assassinato do atleta de luta-livre Dave Schultz nos anos 1990. Carell impressiona pela transformação física e o gestual do perturbado milionário.

Ele explica: “Eu não estava atrás deste papel. Foi culpa do meu agente”, disse. “Não tinha dúvidas de que faria, mas duvidava sobre o resultado. Você nunca sabe se [o resultado] vai ser bom”, afirmou em entrevista ao UOL.

Carell está irreconhecível e completamente transformado no papel do milionário. Ele comenta que a transformação fez os colegas se afastarem. “[Du Pont] tinha uma maneira muito específica de falar. O seu gestual era algo negativo para muitas pessoas”, explicou, acrescentando que se baseou em videos do milionário para copiá-lo. “No set, ninguém queria falar comigo, de tão desprezível que eu me tornei. Então decidi me manter no personagem o tempo todo”. Entretanto, o ator revela que não achava Du Pont um vilão. “Eu o vi como um cara que resultou de problemas mentais. Acho que tive empatia por ele de alguma maneira”.

Sobre a indicação, ele brinca: “Eu estou olhando muito além do Oscar. Um Prêmio Nobel talvez?”, diz, rindo. “É legal ser considerado. Eu me sinto lisonjeado”.

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Michael Keaton, 63 ("Birdman")

O eterno Batman ressurgiu como Birdman: uma sátira do sucesso do próprio ator no passado. Dirigido pelo mexicano Alejandro Gonzalez Iñarritú (de "Babel"), Keaton vive um ator perseguido pelas lembranças e angústias do passado de sucesso como intérprete de um super-herói. Uma realidade que parece mais distante que nunca. O filme é o que mais teve indicações ao Oscar deste ano: foram sete. E Keaton já levou o Globo de Ouro e o Bafta por sua performance.

Mas o ator faz questão de se desassociar do personagem que vive. “Esse filme é mais baseado no Alejandro [Inãrritú] do que em mim, ou no Edward Norton e na Emma Stone”.

"Birdman" é o filme que marca o retorno triunfal do ator, ironicamente no aniversario de 25 anos de "Batman". “Eu não procurava por projetos de diretores do patamar do Alejandro, e sim por projetos de qualidade”, diz.

Em "Birdman", seu personagem tenta retomar a fama com uma peça na Broadway, ao lado de uma trupe de atores (que inclui Edward Norton e Naomi Watts). O resultado é uma guerra de egos e vaidades. Com diálogos que às vezes beiram o ridículo, "Birdman" traduz a realidade do showbiz. “Estar em um filme como esse é uma benção. As pessoas nunca vão esquecer. Eu mesmo não acredito que estou nesse filme. Não paro de assistir”, conta Keaton, confessando que geralmente não assiste a seus trabalhos. O filme tem sido elogiado pela crítica, particularmente o estilo de filmagem de Iñarritu, que segue os atores pelos bastidores do teatro.

Mas, ao contrário do que muitos pensam, Keaton nunca deixou o showbiz de lado. “De certa maneira, você não quer ser esquecido como ator, a não ser que queira desistir desse ramo”, diz, tentando explicar que não sumiu. Após sucessos nos anos 1980, como "Dona de Casa por Acaso" (1983), "Os Fantasmas se Divertem" (1988) e "Batman" (1989), o ator continuou estrelando filmes, porém sem visibilidade e consistência. Recentemente, retornou em papéis secundários de filmes fracos e sem grande sucesso, "Robocop" e "Need for Speed". Muitos culpam a maldição pós-Batman pelo período de "seca", mas ele atribui às suas escolhas. “Eu passei por um período meio preguiçoso e depois comecei a declinar projetos por um longo tempo. Estava cansado de dizer não, na realidade”, conta.

"Birdman" traz o melhor de Keaton: sua sublime maneira de caminhar entre o drama e a comédia. Sobre sua indicação ao Oscar, ele confessa. “Estou um pouco aterrorizado”.

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Eddie Redmayne, 33 ("A Teoria de Tudo")

O ex-modelo da marca Burberry se formou nas melhores escolas da Inglaterra (incluindo a tradicional Eton e a Trinity College de Cambridge), e tem grande experiência nos palcos. Foi no palco do conhecido teatro londrino Shakeaspeare Globe que ele fez sua primeira aparição, em 2002. Nos anos seguintes, Redmayne passou por vários teatros da capital inglesa. Em 2011, apresentou o rei Ricardo 2º no tradicional teatro Domar Warehouse. No mesmo ano, chamou a atenção no ótimo "Sete Dias com Marilyn", ao lado de Michelle Williams. Em 2012, com a versão do musical "Os Miseráveis", foi revelado ao público internacional e ganhou diversos prêmios, incluindo seu primeiro Bafta ( o "Oscar britânico").

"A Teoria de Tudo" traz o papel de sua carreira. Nele, Redmayne vive o fisico Stephen Hawking, desde sua juventude até o declínio provocado pela doença genética esclerose lateral amiotrófica. O ator consegue captar os gestos e a difícil maneira de se portar de um indivíduo vitima da doença rara. A transformação do britânico é incrível.

Em entrevista recente em Londres, o ator contou como fez para interpretar o físico. “Eu aprendi dança com um coreógrafo, e foi por isso que não tive de me preocupar com os movimentos quando filmávamos”, diz. Sua interpretação foi tão impressionante que o próprio físico confessou recentemente: “Quando eu assisti, pensei que era eu”.

Redmayne revela também que o filme o ajudou a perceber sua sorte. “A experiência me abriu os olhos para ver minha sorte de não ter uma doença como essa. Conheci várias pessoas que sofrem da doença”, afirma ele, que passa metade do filme em uma cadeira de rodas.

Divulgação/Diamond Films
Imagem: Divulgação/Diamond Films

Benedict Cumberbatch, 38 ("O Jogo da Imitação")

Britânico nascido em Hammersmith, Londres, Benedict também passou por dezenas de palcos da capital inglesa antes de alcançar os estrelato, assim como o colega Eddie Redmayne. Na TV britânica, ele também interpretou o fisico Stephen Hawking em seriado da BBC --sua primeira grande aparição na TV, em 2004. Em 2010, interpretou o pintor Vincent Van Gogh em performance aclamada pela critica.

Atualmente, seu grande sucesso na TV é como o detetive Sherlock Holmes. No cinema, o ator realizou um pouco de tudo, desde aparições em dramas de época como "Desejo e Reparação" (2007) e"Cavalo de Guerra" (2011), a suspenses como "O Quinto Poder" (2013) e os blockbusters "Star Trek" e "O Hobbit".

Cumberbatch é apaixonado também por rádio, e participou de adaptações para a BBC. Ironicamente, antes de se tornar sucesso no próprio Reino Unido, o ator sofreu com críticas de tabloides que insistiam que ele tinha "uma cara de cavalo". O próprio ator brincou com as afirmações e concordou.

Cumberbatch está acostumado à rotina de premiações do Emmy (o "Oscar da TV"), em que foi indicado pela série "Sherlock", e ao Globo de Ouro. Sua primeira indicação ao Oscar é pela interpretação do pioneiro da computação Alan Turing em "O Jogo da Imitação", em que Cumberbatch vive uma alma torturada. No filme, Turing é um gênio incompreendido, responsável pela criação de uma máquina que decodifica um código usado para comunicação entre nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, mas que tem que esconder que é gay, algo que era crime na Inglaterra.

“Eu não entendi por que esse homem não esteve em capas de livros de ciência e revistas. E isso se tornou meu objetivo. Queria que as pessoas conhecessem a história desse gênio”, contou ele, em entrevista ao UOL, em Londres. “Nós vivemos em uma sociedade muito secreta no passado, e somos muito bons em negligenciar os fatos e isso é algo perigoso, pois a verdade sempre prevalece”, comenta ele sobre a homossexualidade do professor.

Sobre a indicação, ele diz: “Eu me sinto lisonjeado. Se as indicações levarem o publico a ver o filme, é nisso que estou realmente interessado”. E confessa que as complicadas formulas usadas no filme são pura atuação. “Matemática e palavras cruzadas. Sou péssimo”, brinca.

Divulgação/Warner Bros.
Imagem: Divulgação/Warner Bros.

Bradley Cooper, 40 ("Sniper Americano")

Esta é a terceira indicação do ator americano ao Oscar nos últimos anos, mas ainda sem levar a estatueta. Como produtor de "Sniper Americano", Cooper também levará o prêmio caso o longa de Clint Eastwood vença na categoria de melhor filme. Nele, Cooper interpreta Chris Kyle, um atirador da Marinha americana responsável por um incrível recorde de assassinatos durante a guerra do Iraque --o maior numero da historia militar dos EUA. Para o papel, ele ganhou 18 quilos de músculos.

Nascido em Filadélfia em 1975, Cooper estudou no famoso curso de teatro Inside Actors Studio. Ele fez sua primeira aparição no seriado "Sex and The City", em 1999. No cinema, brilhou na comédia "Penetras Bons de Bico" (2005) e "Se Beber, Não Case" (2009), sucesso estrondoso de bilheteria. De lá para cá, filmes como "Sem Limites" (ao lado de Robert De Niro) e "O Lugar Onde Tudo Termina" (2012) mostraram um lado mais sério de Cooper.

Com a nova indicação, ele também provou estar estabilizado fora do mundo do diretor David O. Russell, que dirigiu "O Lado Bom da Vida" (2012) e "Trapaça" (2013), suas últimas indicações. Entretanto, a colaboração com o cineasta continuará esse ano com o novo projeto "Joy", novamente com Jennifer Lawrence.

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