Filmes e séries

Justiça do Rio absolve filho por morte do cineasta Eduardo Coutinho

Do UOL, em São Paulo

08/04/2015 19h51

A Justiça do Rio absolveu nesta quarta-feira (8), em decisão sumária, Daniel de Oliveira Coutinho, 42, acusado de assassinar a facadas o pai, o cineasta Eduardo Coutinho, e ferir a mãe, Maria das Dores de Oliveira Coutinho, em fevereiro de 2014.

Na sentença, o juiz Fábio Uchôa Montenegro, da 1ª Vara Criminal da capital fluminense, considerou o réu inimputável, de acordo com o laudo da perícia no exame de insanidade mental, que constatou transtorno de personalidade esquizotípica.

Segundo o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), Daniel será agora submetido à chamada medida de segurança de internação, em um estabelecimento oficial para portadores de doença mental, onde ficará lá por pelo menos três anos. A medida serve para garantir a segurança da sociedade e do próprio réu.

"Ocorre, entretanto, que o réu é inimputável, eis que portador de doença mental transtorno esquizotípico, uma vez que não era, ao tempo da ação, inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato, e era inteiramente incapaz de determinar-se de acordo com este entendimento, consoante concluiu a douta perícia no Exame de Insanidade Mental do Réu ", escreveu na sentença.

"Com efeito, o réu encontra-se nas condições do Art. 26 caput do Código Penal, justificando, assim, a imposição de medida de segurança de internação pelo prazo de três anos, tendo em vista a gravidade de sua doença mental, apontada pela perícia forense e pela privada, a potencialidade de perigo que o mesmo representa para a sociedade e para si próprio, sublinhando-se que a perícia particular ainda aponta para possibilidade de grave risco de suicídio, se não houver o devido tratamento curativo, do tipo internação", concluiu.

O caso

Considerado o maior documentarista brasileiro, Eduardo Coutinho, que tinha 80 anos, morreu em seu apartamento, na Lagoa, zona sul do Rio, na manhã de domingo do dia 2 de fevereiro, após ser atacado a facadas pelo filho Daniel. A mulher do cineasta, Maria Oliveira Coutinho, 63, também foi ferida. Segundo a polícia, ela só sobreviveu porque se trancou no banheiro e ligou para outro filho, o promotor Paulo Coutinho.

Após atacar a mãe, Daniel ainda tentou se matar desferindo duas facadas em seu próprio abdome, sendo internado no Hospital Miguel Couto. Daniel morava com os pais e foi preso em flagrante delito. O corpo de Coutinho foi encontrado na porta de um dos quartos do apartamento.

Em depoimento, o réu afirmou sofrer de síndrome do pânico e que foi tomado por uma obsessão espiritual que o levou a querer matar os pais enquanto dormiam. "Libertei meu pai e tentei libertar minha mãe e eu. Tentando, me furei duas vezes e nada acontece", disse aos vizinhos depois do crime, segundo o delegado que cuidou do caso.

Daniel estava internado em regime de prisão preventiva no Hospital Penitenciário Roberto Medeiros, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na zona norte do Rio.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

do UOL
AFP
UOL Cinema - Imagens
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Roberto Sadovski
do UOL
do UOL
do UOL
ANSA
do UOL
Roberto Sadovski
do UOL
do UOL
do UOL
Reuters
do UOL
AFP
Reuters
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
UOL Cinema - Imagens
do UOL
Roberto Sadovski
do UOL
do UOL
UOL Cinema - Imagens
BBC
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
AFP
Roberto Sadovski
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
EFE
do UOL
UOL Cinema - Imagens
Reuters
do UOL
do UOL
do UOL
Topo