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Artista revela segredos por trás do BB-8, robô caçula de "Stars Wars"

Beatriz Amendola

Do UOL, em São Paulo

03/12/2016 20h19

Após o lançamento de “O Despertar da Força”, o expressivo robô BB-8 se tornou o novo xodó dos fãs da saga “Star Wars”. Mas, na verdade, ele não anda nem se mexe sozinho. Este e outros segredos por trás do novo colega de C-3P0 e R2-D2 foram revelados pelo ator e artista de efeitos visuais Brian Herring na Comic Con Experience, neste sábado (3).

Durante o painel, Herring “quebrou a magia” mostrando uma foto dos bastidores em que ele aparecia operando BB-8 – função que ele divide com David Chapman. “Lembram a primeira cena do BB-8, andando na areia? Todo mundo pensa que era CGI, mas era eu correndo atrás do BB-8”, contou, arrancando risos da plateia.

Só em “O Despertar da Força”, o robozinho ganhou sete versões diferentes, incluindo uma com rodinhas, operada por controle remoto, e a controlada por Herring e Chapman, que também manipulavam sua cabeça e seu corpo.

Herring contou que ele era responsável inclusive pelos barulhos do robô nas cenas em que ele conversava com outros atores, como Daisy Ridley, a Rey. “Trabalhei com a Daisy e ter o BB-8 para ela atuar era muito importante. Eu fazia o [barulho característico do personagem] e ela reagia. É importante ter algo físico para o ator fazer sua performance”.

O casamento entre efeitos práticos e digitais foi aprovado pelo ator. “É muito importante agora, trazer os efeitos práticos. O digital nos ajudar e nós nos complementamos. Fazemos coisas com efeitos práticos e CGI. Há várias tomadas que não sei se é o real ou o virtual, porque eles pegaram todas a referências de nós e usaram”. 

3.dez.2016 - Brian Herring exibe foto de Moroff, nova criatura do universo "Star Wars", durante a CCXP - Beatriz Amendola/UOL - Beatriz Amendola/UOL
Brian Herring exibe foto de Moroff, nova criatura do universo "Star Wars", durante a CCXP
Imagem: Beatriz Amendola/UOL

Ele ainda disse que fazer parte de “Star Wars” é ver um sonho se tornando realidade. “Eu tinha oito anos quando o primeiro filme estreou. Não podia ter trabalho melhor, foi incrível, incrível”.  

Rogue One

As criaturas de “Rogue One”, novo filme do universo “Star Wars” que estreia dia 15 de dezembro, também ganharam espaço no painel e tiveram curiosidades reveladas por Herring.

Um dos personagens que deve chamar a atenção no novo longa é Moroff, uma criatura peluda muito semelhante ao Chewbacca. “Não vou contar muito sobre ele, mas é uma das criaturas mais incríveis. O pelo dele é colocado um por um nesse traje, como o Chewbacca”, contou Herring.

Outro é o General Rades, que foi concebido para se parecer com o primeiro ministro britânico Winston Churchill, já que o personagem também terá um ar de quem já viu muitos conflitos, segundo Herring, que ainda adiantou que o General precisou de três pessoas para ser operado em cena – uma delas, controlando seus olhos.

“[O diretor Gareth Edwards] queria que essa criaturas tivessem um nível de realismo que não tínhamos antes. Ele queria que essas criaturas fossem parte do filme. Você está lá na rebelião, seja você humano ou de outra espécie. Gareth foca nos olhos muito, ele quer ver a personalidade através deles”, acrescentou.

E uma das novas adições ao filme exigiu muito da equipe: nada menos do que 17 operadores. “Não vou contar nada. Mas você vai saber quem é quando ver”, disse.

O painel ainda contou com um vídeo dos bastidores do filme, que exibiu de perto o trabalho feito com as novas criaturas. 

Estilo documental

Herring também afirmou durante o painel que os fãs podem esperar um longa muito mais documental do que os outros do universo. “Gareth trouxe seu estilo documental para a tela de ‘Star Wars’. Você ainda está numa galáxia muito, muito distante, mas você está dentro dessa galáxia. Você está no meio da ação. Esse estilo de filmagem eu nunca vi. É diferente dos episódios de ‘Star Wars’. É bom ver os diretores trazendo seu próprio olhar para algo assim”.  

Esse estilo, porém, deu trabalho para a equipe responsável pelos efeitos, que em alguns casos tinha que orientar os atores dentro das criaturas, já que muitas vezes eles não conseguem ver ou ouvir direito.

“O estilo de Gareth é tão único que a gente não sabia para onde a câmera ia. Tinha muitas câmeras e de repente essas câmeras giravam. As câmeras estão na sua cara, então você fica ‘olhe pra direita, olhe pra esquerda’. A gente não ia de tomada para tomada. Ele fazia tomadas longas e depois encontrava a história dele lá”, contou.