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Dirigido por Wagner Moura, filme "Marighella" poderá captar R$ 10,3 milhões

O ator Wagner Moura, que vai dirigirá filme sobre o político e guerrilheiro de esquerda Carlos Marighella - Reprodução
O ator Wagner Moura, que vai dirigirá filme sobre o político e guerrilheiro de esquerda Carlos Marighella Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

23/10/2017 16h23

O filme "Marighella", que contará a história do político e guerrilheiro baiano, estreia do ator Wagner Moura na direção, foi autorizado a captar R$ 10,3 milhões por meio de edital do Ministério da Cultura, publicou nesta segunda (23) o "Diário Oficial da União".

Proposto pelo próprio Moura em 2013, o projeto foi aprovado na Lei do Audiovisual, que concede incentivos fiscais a pessoas físicas e empresas privadas patrocinadoras.

O longa já havia sido autorizado a captar via Lei do Audiovisual em janeiro de 2014, com a última prorrogação autorizada em 2016. Segundo o site da Ancine, dos R$ 10,3 milhões avalizados, apenas R$ 550 mil foram levantados pela produção até o momento. 

Cena de "Marighella" - Divulgação - Divulgação
Carlos Marighella
Imagem: Divulgação

A produção de "Marighella" ficará a cargo da O2 Filmes, do cineasta Fernando Meirelles, e o roteiro terá como base o livro "Marighella: O Guerrilheiro Que Incendiou o Mundo", do jornalista Mário Magalhães.

Atualmente em fase de pré-produção, o filme terá Fátima Toledo como preparadora de elenco, com quem Moura trabalhou em “Tropa de Elite”. Em maio, o longa abriu seleção de elenco em Salvador para 11 personagens. Nenhum nome foi confirmado até aqui.

A ideia do filme, que será dirigido e também produzido por Wagner Moura, é contar a história de Marighella do ponto de vista histórico como thriller de ação. As filmagens devem começar em novembro em São Paulo, com lançamento previsto para o fim de 2018.

Em entrevista ao blogueiro do UOL Leonardo Sakamoto, o ator afirmou no ano passado que as empresas estão rejeitando apoiá-lo por se tratar da história de um político e guerrilheiro de esquerda, que em 1969 foi morto pela ditadura militar.