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Ficha completa do filme

Comédia

Todo Poderoso (2003)

Resenha por Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Especial para o UOL Cinema 01/01/2004
Nota 1

Não veja antes o trailer deste filme porque estão nele todas as boas piadas do filme. Todas, não apenas algumas. Fora do que se vê ali, não tem muita graça, nem justifica o enorme sucesso de bilheteria que foi aqui e fora.

Restabelecendo o prestígio abalado de Jim, que foi esnobado quando ele quis fazer filmes e papéis mais sérios (aliás, ele continua a ser um dos atores com maior número de rejeição, o que é extremamente injusto já que é um ótimo e versátil ator. Basta as pessoas serem menos preconceituosas e lhe darem uma chance). Na verdade, o filme já foi concebido assim para ser sucesso. Mesmo que tenha defeitos óbvios. O maior deles é que leva meia hora para começar, num longo tempo de exposição para situar os personagens e apresentar o problema.

O tema também é dos mais explorados (Carlos Diegues fez "Deus é Brasileiro" com uma temática parecida e igualmente mal resolvida). Embora o que mais me choque e nem todos percebam é o egoísmo e ligeireza com que o personagem faz das suas, aproximando a Lua da Terra ou provocando um desastre ecológico com a queda de um grande meteorito só para impressionar a namorada ou para subir na carreira. E os milhares de mortos, ficam por isso mesmo? Ainda mais se não são americanos.

Embora tudo seja razoavelmente divertido e certamente a gente consiga dar meia dúzia de risadas (o que admito, hoje em dia, não é pouco), o personagem de Carrey não é dos mais simpáticos. Ele é um repórter de tevê frustrado porque não consegue o emprego de apresentador/âncora do telejornal. Um dia recebe um recado de Deus, o próprio e feito por Morgan Freeman, que usa apenas sua natural autoridade, que deseja férias e decide passar o cargo para outro.

É uma total irresponsabilidade que não é nem bem resolvida ao final, enquanto ele se limita a cometer aprontos, ensinar seu cachorro a fazer suas necessidades no banheiro e tentar reconquistar sua garota (Jennifer Aniston, de "Friends", está particularmente maltratada e mal fotografada, num personagem que não lhe acrescenta nada). Dirigida mediocremente por Tom Shadyac (do primeiro "Ace Ventura", mas também de "Patch Adams" e "O Mistério da Libélula"), esta comédia tem suas boas piadas e dá até para se ver. Mas só isso.

Resenha por Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Especial para o UOL Cinema [resenha-data-cadastro]
Nota 1

Não veja antes o trailer de "Todo Poderoso" porque estão nele todas as boas piadas do filme. Todas, não apenas algumas. Fora do que se vê ali, não tem muita graça, nem justifica o sucesso de bilheteria que fez nos EUA. A não ser talvez pelo reencontro de Jim Carrey com o público que o esnobou quando ele quis fazer filmes e papéis mais sérios (aliás muito bem, ele continua a ser um dos atores com maior número de rejeição, o que é extremamente injusto já que é um ótimo e versátil ator. Basta as pessoas serem menos preconceituosas e lhe darem uma chance).

Na verdade, o filme já foi concebido assim para ser sucesso. Mesmo que tenha defeitos óbvios. O maior deles é que leva meia hora para começar, num longo tempo de exposição para situar os personagens e apresentar o problema. O tema também é dos mais explorados (Carlos Diegues fez também no mesmo ano "Deus é Brasileiro", com uma temática parecida e igualmente mal resolvida). Embora o que mais me choque e nem todos percebam é o egoísmo e ligeireza com que o personagem faz das suas, aproximando a Lua da Terra ou provocando um desastre ecológico com a queda de um grande meteorito só para impressionar a namorada ou para subir na carreira. E os milhares de mortos ficam por isso mesmo? Ainda mais se não são americanos.

Embora tudo seja razoavelmente divertido e certamente a gente consiga dar meia dúzia de gargalhadas (o que admito, não é pouco), o personagem de Carrey não é dos mais simpáticos. É irresponsável e se limita a cometer aprontos, ensinar seu cachorro a fazer suas necessidades no banheiro e tentar reconquistar sua garota (Jennifer Aniston, de "Friends", está particularmente mal tratada e mal fotografada, num personagem que não lhe acrescenta nada). Morgan Freeman usa apenas sua natural autoridade para o papel de Deus.

Dirigida mediocremente por Tom Shadyac (do primeiro "Ace Ventura", mas também de "Patch Adams" e "O Mistério da Libélula"), esta comédia tem suas boas piadas e dá até para se ver. Mas só isso.

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