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21/05/2008 - 11h09

Direto da Croisette: Jia Zhang-Ke tem direito de resposta

THIAGO STIVALETTI

Colaboração para o UOL, de Cannes
O chinês Jia Zhang-Ke, um dos grandes diretores contemporâneos, que apresentou no sábado o seu novo filme "24 City" - uma mistura de depoimentos reais, testemunhos ficcionais e poesia sobre a história e a modernização de uma fábrica chinesa - respondeu à imprensa os ataques de que o filme seria "ultrapassado e com excesso de personagens". A resposta é de uma inteligencia que vale a transcrição integral:

"Quanto mais o tempo passa, menos tenho vontade de entrar nesse tipo de debate. A criação é um processo tão íntimo quanto difícil de se explicar. Em '24 City', quis voltar à linguagem como fonte de narração, porque me parece que a ação, por sua rapidez, não permite exprimir e detalhar bem a riqueza de um indíviduo. A linguagem permite ir a fundo. Quanto ao número de personagens, ofereço um painel maior de testemunhos, e portanto um quadro mais complexo da sociedade chinesa. Ir ao mais profundo da natureza humana voltando a uma forma antiga, por meio de retratos simples, é a minha maneira muito particular de me rebelar contra o cinema moderno."

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