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Capitão América de "Os Vingadores" diz que Downey Jr. domina a cena; assista a entrevista

Chris Evans e Robert Downey Jr. em cena de "Os Vingadores" - Divulgação
Chris Evans e Robert Downey Jr. em cena de "Os Vingadores" Imagem: Divulgação

Ana Maria Bahiana

Do UOL, em Los Angeles

25/04/2012 07h00

Chris Evans entende o que é ser super-herói: antes de viver o Capitão América, ele foi o Tocha Humana nos dois filmes do Quarteto Fantástico e também viveu o ex-namorado astro de cinema/skatista campeão de “Scott Pilgrim contra o Mundo” (2010), o que não deixa de ser um tipo de ser sobre-humano. “Não vou querer dizer que é a mesma coisa, mas existe um isolamento na vida do super-herói que muito ator conhece bem”, diz, meio brincando, meio sério.

O ator, que conversou com o UOL em Los Angeles e também em São Paulo, durante sua passagem pelo Brasil, no início de abril, falou sobre sua admiração por Robert Downey Jr. e sobre o Homem de Ferro roubar a cena em "Os Vingadores". Veja na entrevista em vídeo abaixo.

UOL - Qual seu super-herói favorito?
Chris Evans -
Entre os Vingadores? Vou ter que dizer que é o Homem de Ferro, porque tenho uma tremenda admiração por Robert Downey Jr. Ele é uma das minhas maiores influências como ator – ele é o que eu quero ser. Entra numa cena e domina tudo – é como se tirasse todo o oxigênio do set e só ele existisse. E, além disso, é um grande amigo, uma pessoa maravilhosa, sempre disposta a acolher e ajudar os outros. Ele era nosso líder no set, e um grande amigo. Encontrá-lo e trabalhar com ele foi um momento de virada na minha carreira.

VEJA ENTREVISTA DE CHRIS EVANS DURANTE SUA PASSAGEM POR SÃO PAULO


UOL - Qual sua explicação para a popularidade dos super-heróis, geração após geração?
Evans -
Essa é uma boa pergunta. Acho que tem a ver com nossa natureza humana, nossa necessidade de mitos, de mitologia. Os santos eram, de certa forma, super- heróis. E temos também os grandes heróis da antiguidade, na Odisseia por exemplo. Nossa história está repleta de personagens fantásticos, com habilidades extraordinárias. Não sei explicar muito bem, mas… parece que isso torna as histórias muito mais interessantes para nós, seres humanos.


UOL - Você se identifica com o Capitão América de algum modo?
Evans -
O Capitão América é um bom sujeito, um cara de bom coração. Ele é sinceramente altruísta, generoso, sempre preocupado com os outros, com O que é melhor para todos, não apenas para si mesmo. Isso é uma coisa que procuro praticar em mim mesmo. Eu sinceramente quero ser uma boa pessoa. Quero fazer o melhor pelas pessoas que amo. Todos nós temos famílias, não é mesmo? E famílias podem ser complicadas… Minha meta é poder chegar ao fim do dia, me olhar no espelho e poder dizer, independente da opinião de outras pessoas à minha volta, que eu sou uma pessoa do bem.

UOL - É verdade que seus maiores fãs estão nas forças armadas?
Evans -
Não sei se são os maiores, mas com certeza eu sei que o Capitão América é super popular nas forças armadas. Quando fomos à Comic-Con, a resposta que tive por parte de fãs militares foi impressionante. E sim, uma grande parte das cartas e e-mails de fãs que recebo vem de pessoas nas forças armadas, muitos deles baseados no exterior. Acho compreensível – essa é uma parte importante do personagem. E eu tenho grande respeito pelos militares e por todas as pessoas que estão dispostas a arriscar suas vidas pelos outros.

UOL - Mas na origem do Capitão América, no primeiro filme, ele não é usado como propaganda para o exército?
Evans -
Sim, esse é o grande dilema dele, não é?  Porque Steve Rogers é um bom sujeito, um cara de bom coração. Ele não quer ser usado como um instrumento de propaganda. Isso é uma parte integral de quem ele é. E esse é um dos elementos que o definem – ele não quer ser parte de uma máquina militar sem consciência.