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Polícia de Londres investiga 11 acusações de assédio contra Weinstein

Harvey Weinstein e Kevin Spacey reunidos em evento - Reprodução
Harvey Weinstein e Kevin Spacey reunidos em evento Imagem: Reprodução

Do UOL, em São Paulo

31/10/2017 11h25

A Polícia de Londres iniciou uma investigação contra Harvey Weinstein após sete mulheres acusarem o produtor de assédio sexual. As alegações envolvem 11 acidentes que aconteceram entre 1984 e 2014, informa a "Variety".

A investigação recebeu o nome de Kaguyak e a Scotland Yard (sede da polícia londrina) vem coletando informações sobre o magnata desde o começo do mês, quando uma alegação de assédio no norte da Inglaterra passou para o centro da polícia britânica. 

Uma das vítimas alega que foi assediada inúmeras vezes, sendo em duas oportunidades foram do Reino Unido. A Scotland Yoard é a terceira equipe policial a apurar crimes de Harvey Weinstein, ao lado da Polícia de Los Angeles e de Nova York.

O chefão de Hollywood nega todas as acusações.

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Escândalo em Hollywood

No início de outubro, uma reportagem publicada pelo "The New York Times" revelou que Harvey Weinstein assediou mulheres durante décadas. Dias depois, a revista "New Yorker" publicou sua própria reportagem sobre o tema -- dessa vez, com acusações de estupro.

Com o passar dos dias, o número de denúncias explodiu. Nomes de peso da indústria, como Angelina Jolie, Gwyneth Paltrow, Mira Sorvino e Rosanna Arquette também acusaram o produtor. Weinstein, que ao lado do irmão Bob construiu uma fábrica de sucessos de bilheteria, com 80 premiações do Oscar e mais de 300 indicações, deixou o seu cargo na empresa que fundou e foi expulso do Sindicato dos Produtores e da Academia.

A repercussão do caso fez com que várias outras famosas relatassem suas experiências: Reese Whiterspoon, por exemplo, contou que foi abusada por um diretor quando tinha apenas 16 anos, e Jennifer Lawrence revelou que foi colocada nua em uma fila com outras atrizes e chamada de "comível" por um produtor.

No último domingo, 38 mulheres denunciaram o cineasta James Toback, indicado ao Oscar pelo filme "Bugsy", em uma reportagem do jornal "Los Angeles Times". Desde então, o número de vítimas que se identificaram passou de 200.