Filmes e séries

Nos bastidores do Oscar, camarão, perguntas bobas e um cigarro com Arquette

Reprodução/Instagram/@ferezabella
Quitutes de salmão e chocolate em forma de estatuetas do Oscar servidos aos vips Imagem: Reprodução/Instagram/@ferezabella

Fernanda Ezabella

Do UOL, em Los Angeles

23/02/2015 07h00

Oscar? Que Oscar? Cobrir ao vivo o maior prêmio de Hollywood é um tremendo malabarismo de tarefas, misturado a longos momentos de tensão ou tédio, além de uma certa insegurança fashion. No final, pouco se vê da própria cerimônia, mas ao menos se enche a pança de camarão.

Passei a noite toda do domingo (22) com outros 200 jornalistas do mundo, na sala de imprensa do Oscar, todos disputando os parcos minutos que os vencedores tinham para conversar com os repórteres após receberem suas estatuetas douradas.

Enquanto tentávamos tirar algo publicável da boca dos artistas, num salão com 29 mesas num hotel colado ao Dolby Theater, a cerimônia da Academia corria solta, transmitida em oito TVs, silenciadas cada vez que um premiado entrava no recinto.

Para quem não se interessava pelo ganhador de mixagem de som, por exemplo, o jeito era ligar um rádio com fones de ouvido para continuar ouvindo Neil Patrick Harris nas TVs. Mas e quando John Legend estava conversando com a gente, e o Oscar de ator estava sendo anunciado? Foi cruel.

Para piorar a ansiedade, as perguntas escolhidas nem sempre eram pertinentes. “Quando você vai entrar no Twitter?”, disse uma jornalista a J.K. Simmons. Ele a ignorou.

Na minha mesa, estavam uma repórter da Venezuela e um “rival” de um jornal brasileiro. Nas mais de duas horas de espera pelo começo do show, passeamos pelo tapete vermelho, tiramos fotos com as estatuetas gigantes do Oscar e, claro, fizemos várias visitas às mesas de comida no corredor da sala de imprensa. Tinha espetinho de frango, empanada de carne, camarão (muito camarão), três tipos de sanduíches, quatro tipos de bolos.

Um menu realmente adorável, embora simples quando comparado às especiarias gourmet apresentadas aos convidados de verdade, preparadas por Wolfgang Puck e que incluiam estatuetas de chocolate e fatias de salmão no formato de Oscar, com caviar.

Pouco a pouco, meu vestido foi ficando cada vez mais apertado. Mesmo longe do Dolby Theater, a jornalistada é obrigada a usar traje a rigor, e uma divertida fauna desfilava pelos corredores nos modelitos mais estranhos.

Interações com astros são raras, mas acontecem. Um colega sueco foi levado pela mão por Patricia Arquette porque ela estava louca para fumar um cigarro e ele era o único com um maço. Foi o melhor momento da Suécia no Oscar, pelo menos neste ano.

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