Musa do cinema, atriz Anita Ekberg, de 'A Doce Vida', morre aos 83 anos
A lendária sex symbol sueca dos anos 1960, Anita Ekberg, imortalizada por Federico Fellini no filme "A Doce Vida", morreu neste domingo em Roma, aos 83 anos, informou a imprensa local. A informação foi confirmada pela agência AFP.
Segundo site do jornal "La Repubblica", a atriz morreu em uma clínica em Rocca di Papa, onde estava hospitalizada.
A cena noturna com Marcello Mastroianni em "A Doce Vida" (1960), na Fontana di Trevi, em Roma, quando ela se banha com vestido de gala preto, é um dos momentos mais emblemáticos da história do cinema e lhe rendeu a alcunha de "deusa do sexo".
Assista a famosa cena:
De Miss a musa do cinema
Anita Ekberg começou a trabalhar como modelo e, em 1950, aos 20 anos, venceu o concurso de beleza de Malmö, cidade sueca onde nasceu. No ano seguinte, a beleza estonteante da garota lhe rendeu o título de Miss Suécia. No Miss Universo, ficou entre as seis finalistas, o que lhe garantia um contrato com a Universal Studios.
Nos EUA, ela conheceu Howard Hughes, milionário produtor de filmes, que a convidou a trabalhar para ele, desde que ela mudasse de nome. Para Howard, ‘Ekberg’ era difícil de pronunciar. A futura atriz, no entanto, se recusou.
A beleza física transformou Anita em uma espécie de pin-up em revistas masculinas nos primeiros anos nos Estados Unidos. Graças a uma turnê feita com o comediante Bob Hope, em substituição a outra famosa loira, Marilyn Monroe, Anita foi procurada por estúdios, chegando a contracenar com Jerry Lewis e Dean Martin em “Artistas e Modelos” (1955) e no drama, “Guerra e Paz”, dessa vez na Europa.
Em 1956, ganhou o Globo de Ouro de revelação por seu papel em "Rota Sangrenta" (1955).
Foi distante de Hollywood que ela se tornaria uma musa do cinema e se eternizaria em cenas deslumbrantes de “A Doce Vida”, vencedor da Palma de Ouro em Cannes, em 1960. O cineasta Federico Fellini convidou Anita para viver Sylvia, uma famosa atriz sueco-americana perseguida por fotógrafos de notícias.
Fora das telas, seus romances -- entre eles com Errol Flynn e Frank Sinatra -- também eram perseguidos pelos paparazzi, termo criado por Fellini no filme.
Após o impacto de “A Doce Vida”, Anita participou de outros filmes de Fellini, como o segmento que o italiano dirige em “Bocaccio 70”, “Os Palhaços” e “Entrevista”. Após a década de 70, se afastou um pouco da atuação. Nos últimos anos de vida, fez papéis em filmes e séries italianas.
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