Filmes e séries

Morre, aos 92 anos, o cineasta italiano Francesco Rosi

Getty Images
O diretor italiano Francesco Rosi recebeu nesta sexta-feira (31/8) o prêmio Leão de Ouro pelo conjunto da obra na 69ª edição do Festival de Veneza Imagem: Getty Images

O diretor de cinema italiano Francesco Rosi, um dos mais aclamados do país, sobretudo por seus filmes sobre o crime organizado, morreu neste sábado (10) aos 92 anos em sua casa em Roma.

Nas últimas semanas ele estava de repouso por causa de uma bronquite. Rosi morreu à noite enquanto dormia. 

O funeral acontecerá na segunda-feira (12) na Casa do Cinema de Roma a partir das 9h (6h em Brasília).

Trajetória
Rosi nasceu em Nápoles no dia 15 de novembro de 1922, onde começou a estudar Direito, mas rapidamente abandonou a universidade para se dedicar ao desenho.

Aos 22 anos se mudou para Roma para começar a trabalhar no teatro. Em seguida, descobriu o mundo do cinema, foi assistente de cineastas como Michelangelo Antonioni em seu filme "I vinti" (1953) e Lucchino Visconti em seu "A terra treme" (1948) e "Parigi é sempre parigi" (1951), entre outras.

Seu primeiro trabalho como diretor foi em 1958, com "Fúria de Ambições" com o qual recebeu o prêmio de melhor estreia na Mostra de Veneza. Cinco anos depois, com "As mãos sobre a cidade" ganhou o Leão de Ouro do festival veneziano. Em 1965 dirigiu na Espanha um filme sobre as touradas intitulado "O momento da verdade", com roteiro de Pere Portabella.

Rosi, um dos diretores mais aclamados da cinematografia italiana, é lembrado por seu interesse nos problemas sociais, principalmente os ligados ao crime organizado e à máfia. "Salvatore Giuliano" (1961) narrou a vida deste bandido siciliano vinculado tradicionalmente com a máfia.

Com "O caso Mattei" (1972), Palma de Ouro em Cannes, abordou um dos maiores mistérios italianos, a morte do presidente da companhia petrolífera ENI, Enrico Mattei, que morreu na explosão do avião em que viajava em 1962.

Outros títulos da filmografia de Rosi foram "Lucky Luciano" (1973), "Cadáveres incômodos" (1975), "Cristo parou em Eboli" (1978) e " Três irmãos" (1981).

Em 1984, rodou uma versão cinematográfica da ópera "Carmen", interpretada por Placido Domingo e com coreografia de Antonio Gades. Em 1987 dirigiu "Crônica de uma morte anunciada", filme baseada no relato homônimo de Gabriel García Márquez. 

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