! Tata Amaral diz que seu contato com o cinema começou com a Sessão da Tarde - 19/10/2013 - UOL Entretenimento

Filmes e séries

Tata Amaral diz que seu contato com o cinema começou com a Sessão da Tarde

Patricia Colombo

Do UOL, em São Paulo

19/10/2013 17h57

A cineasta Tata Amaral foi a segunda convidada da sexta edição do projeto “Os Filmes da Minha Vida”, que está sendo realizado durante a 37ª edição da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo. O encontro aconteceu neste sábado (19), no Lounge da Mostra, no anexo do Espaço Itaú de Cinema na rua Augusta.

Diretora de longas-metragens como “Um Céu de Estrelas” (uma das mais importantes obras do período da Retomada do cinema nacional nos anos 90) e “Antônia”, Tata deu depoimento sobre sua relação com o cinema e os seus quatro filmes preferidos da vida.

Tendo nascido em 1960, comentou que o embrião de sua relação com a sétima arte foram os programas em família pelos cinemas do centro da capital paulista, já que seu pai e sua mãe eram grandes adoradores de bons filmes. O contato com obras Hollywoodianas ela aponta ter acontecido também por causa do programa Sessão da Tarde, da Rede Globo, e que, posteriormente, passou a procurar por outros títulos menos populares por meio de cineclubes espalhados pela cidade.

“O encantamento pelo cinema é o que forma o nosso olhar”, disse. “Eu sinceramente acho que os filmes das nossas vidas são todos os filmes que assistimos, sejam eles bons de fato ou ruins. Obras que não são tão boas também despertam sensações e reflexões em nós.” Tata revelou que ainda bem nova costumava fazer diversas anotações sobre os filmes que via e que tinha sempre a meta de assistir a uma obra por dia – fosse um curta-metragem ou um longa.

Para o projeto, optou por selecionar e comentar quatro longas-metragens que fizeram diferença em sua história: os brasileiros “Rio, 40 Graus” (1955), de Nelson Pereira dos Santos e “O Grande Momento” (1958), de Roberto Santos, o italiano “Roma, Cidade Aberta” (1945), de Roberto Rossellini e o francês “Acossado” (1960), de  Jean-Luc Godard. “Esses quatro filmes foram diferenciais para mim porque trazem uma maneira específica de filmar a cidade. Esse ‘ser urbano’ é o que sempre mais me interessou em termos de filmagem.”

“’Rio, 40 Graus’, por exemplo, foi quando eu vi que era possível fazer cinema aqui de uma forma muito brasileira e própria nossa”, explicou. “Em ‘O Grande Momento’, a cidade não é apenas o cenário. Existe uma eloquência urbana, que é uma coisa que eu busco muito nos meus próprios filmes.” Ao falar de Godard, um dos mestres da Nouvelle Vague, claro, só elogios. “Ele filmava a cidade com uma liberdade que até então eu nunca tinha visto. Entrar em contato com a obra dele foi muito impactante para mim.”

Os Filmes da Minha Vida
O próximo encontro do projeto acontece na terça-feira (22), às 12h, com a participação do escritor e jornalista Ignácio de Loyola Brandão. Júlio Bressane, Walter Salles, Michel Ciment, Lauro Escorel, Zuenir Ventura e Cássio Starling Carlos também integram a programação deste ano, nos dias 23, 25, 27, 28, 29 e 30 de outubro, respectivamente.

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